Amazonas é o 13º no ranking das denúncias de intolerância religiosa
Estado registrou 53 denúncias de intolerância religiosa em 2025, ocupando o 13º lugar no ranking nacional.
Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 21/01/2026 às 17:35 | Atualizado em: 21/01/2026 às 17:35
No Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado nesta quarta-feira (21 de janeiro), o Brasil registrou 2.774 denúncias de intolerância religiosa entre janeiro de 2025 a janeiro de 2026.
A partir do Amazonas foram feitas 53 delas durante 2025, duas a menos do que foi registrado em 2024. Desde 2021, o estado acumula 144 denúncias desse tipo.
Os dados são do Disque Direitos Humanos – Disque 100, canal de denúncias do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Os estados com maior número de denúncias são: São Paulo (667), Rio de Janeiro (446), Minas Gerais (323) e Bahia (211), embora haja registros em todas as regiões do país.
Segundo o ministério, entre as religiões explicitamente identificadas, as tradições de matriz africana concentram os maiores números de denúncias entre janeiro de 2025 e janeiro deste ano.
A Umbanda reúne 228 registros, seguida pelo Candomblé e por ocorrências classificadas como Umbanda e Candomblé, além de outras religiosidades afro-brasileiras.
Na sequência, aparecem denúncias envolvendo pessoas de religião evangélica, católica apostólica romana, espírita e registros em que a vítima declarou não saber informar sua religião.
“Também há ocorrências envolvendo outras tradições religiosas, pessoas agnósticas, ateias ou sem religião, além de judaísmo, islamismo e outras denominações cristãs, evidenciando que a intolerância religiosa afeta diferentes crenças, ainda que com impacto desproporcional sobre religiões de matriz africana”, diz nota do ministério.
Proteção
Para a coordenadora-geral do Disque 100, Franciely Loyze, o registro das denúncias é fundamental para a proteção das vítimas e para a atuação do Estado.
“A denúncia de casos de intolerância religiosa por meio do Disque 100 dá visibilidade a essas violações e fortalece a atuação do Estado na prevenção de práticas discriminatórias”, afirma.
Ela destaca que o canal também contribui para a responsabilização dos autores. “O registro das denúncias é um instrumento essencial para reafirmar o compromisso com a liberdade religiosa, o respeito à diversidade e a dignidade de todas as pessoas”, completa.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
