J&F agora quer a Roraima Energia

Companhia também pertence à Oliveira Energia, dona da Amazonas Energia, da qual está um passo de assumir o controle

J&F agora quer a Roraima Energia

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 05/10/2025 às 07:50 | Atualizado em: 05/10/2025 às 07:50

A Âmbar Energia, braço do grupo J&F — o mesmo conglomerado que controla empresas como a JBS — firmou acordo com o grupo Oliveira Energia, de Manaus, para comprar a Roraima Energia e quatro termelétricas localizadas em Boa Vista. O valor da transação não foi divulgado, e a conclusão depende da aprovação dos órgãos reguladores federais.

A informação está na edição deste domingo, 5, do jornal Valor Econômico.

A Roraima Energia é responsável pela distribuição de energia elétrica em todo o estado de Roraima, atendendo mais de 200 mil unidades consumidoras nos 15 municípios. A empresa também atua na geração, comercialização e transporte de gás, com 43 usinas próprias em operação.

Segundo o Valor, o acordo inclui as termelétricas Monte Cristo (83 MW), Monte Cristo/Sucuba (42,25 MW), Floresta (35 MW) e Distritos (20 MW). Todas são usinas de partida rápida movidas a óleo combustível, usadas para garantir o abastecimento de energia em momentos de pico ou falha do sistema interligado.

A movimentação ocorre no momento em que a Âmbar também negocia assumir o controle da Amazonas Energia. A companhia amazonense atende mais de 1 milhão de consumidores no estado e que pertence ao mesmo grupo Oliveira Energia, com o qual a J&F vem se aproximando.

Embora as empresas afirmem que as negociações são independentes, a compra da Roraima Energia reforça o avanço da J&F sobre o setor elétrico da região Norte.

Boa Vista, que até o ano passado era a única capital fora do Sistema Interligado Nacional (SIN), passou recentemente a receber energia por uma linha de transmissão vinda de Manaus. Ainda assim, as usinas térmicas continuam sendo fundamentais para garantir a estabilidade do fornecimento em Roraima.

“As atividades de distribuição e geração em Roraima se unem de maneira estratégica às nossas 11 usinas no Estado do Amazonas, criando sinergias importantes para nossas operações, além de nos posicionar em um Estado com forte potencial de crescimento e desenvolvimento”, afirmou o presidente da Âmbar, Marcelo Zanatta, em nota.

Dessa maneira, a operação ainda será analisada por órgãos como o Cade e a Aneel.

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Foto: reprodução/Roraima Energia