Laudo do Ibama vê potencial tóxico em fluido da Petrobrás na foz do Amazonas

Documento técnico indica potencial tóxico de fluido derramado durante perfuração do poço Morpho e reacende debate sobre exploração de petróleo em área sensível do litoral Norte

Laudo do Ibama vê potencial tóxico em fluido da Petrobras na foz do Amazonas

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 21/02/2026 às 18:10 | Atualizado em: 21/02/2026 às 18:10

Um laudo técnico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apontou que o vazamento de cerca de 18 mil litros de fluido durante a perfuração do poço Morpho, na região da foz do Amazonas, continha substâncias com potencial tóxico à fauna marinha.

A ocorrência envolve a Petrobrás e reacende o debate sobre os riscos ambientais da exploração de petróleo em áreas ecologicamente sensíveis da costa Norte do país. Como informa o Roma News.

De acordo com o documento, mesmo em pequenas concentrações, o material derramado apresenta características que podem comprometer funções vitais de organismos marinhos, como respiração e alimentação.

A análise técnica destaca ainda que a viscosidade do fluido representa um fator adicional de risco, uma vez que pode aderir a estruturas biológicas, afetando desde espécies microscópicas até peixes e outros animais de maior porte.

O impacto potencial inclui a eliminação de organismos-chave e o consequente desequilíbrio da cadeia alimentar, com efeitos que podem se propagar por diferentes níveis do ecossistema marinho.

Considerada uma das regiões mais estratégicas e ecologicamente complexas do litoral brasileiro, a Foz do Amazonas abriga rica biodiversidade, sofre influência direta das águas do rio Amazonas e concentra importantes rotas migratórias de espécies marinhas.

Especialistas alertam que qualquer interferência ambiental nesse ecossistema pode gerar efeitos em cascata e consequências de longo prazo.

O laudo técnico do Ibama contrasta com avaliações anteriores que indicavam ausência de risco ambiental relevante.

A divergência reforça a necessidade de maior transparência nos processos de licenciamento e na divulgação de dados técnicos à sociedade, especialmente em empreendimentos classificados como de alto impacto ambiental.

Leia maie no Roma News.

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