O falecimento de três gestantes no hospital estadual do município de Novo Aripuanã nos últimos dois meses levou o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) a pedir intervenção na unidade. As mortes aconteceram quando as mulheres deram entrada em trabalho de parto.

Assina o pedido a promotora de Justiça da comarca local, Tânia Maria Feitosa, que realizou inspeção no hospital no último dia 7 e constatou estado de abandono.

Segundo seu relatório, só havia um médico para atendimento ambulatorial, enfermaria e emergência.

As salas e enfermarias estavam tomadas de mofo e sujeira, sem balão de oxigênio nem equipamentos necessários para socorro de urgência e emergência.

Nos banheiros, foram encontradas fiação elétrica de tomadas exposta, representando risco de acidente.

Tânia Feitosa encontrou ainda três crianças internadas em enfermarias de adultos.

 

Pedido afastamento do diretor

A promotora pede à Justiça, em ação civil pública, que o atual gestor do hospital seja afastado imediatamente e que a Secretaria de Saúde (Susam) do Governo do Estado nomeie um interventor.

Pede ainda a promotora do MP-AM que um relatório circunstanciado seja apresentado pelo interventor nos próximos 60 dias apontando o que foi feito para sanar as  irregularidades encontradas na inspeção e melhorar o atendimento à população.

Na ação judicial é pedido também que a Susam providencie de imediato o deslocamento para Novo Aripuanã de médicos clínico geral, gineco-obstetra, cirurgião, anestesiologista, oftalmologista e dermatologista.

Além disso, Tânia Feitosa quer a urgente remoção das crianças internadas nas enfermarias de adultos.

 

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Foto:  Alessandro Pinto/Reprodução do Portal do Zacarias