Na terra da COP-30, Ibama apreende 7 mil m³ de madeira de áreas ambientais
Ação conjunta com ICMBio e Força Nacional flagra serrarias clandestinas em Rurópolis e reforça combate ao desmatamento na Amazônia às vésperas da conferência climática
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 20/10/2025 às 12:18 | Atualizado em: 20/10/2025 às 12:18
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu cerca de 7 mil metros cúbicos de madeira ilegal em uma nova fase da operação Maravalha, realizada no município de Rurópolis, no sudoeste do Pará — estado que sediará, em 2025, a COP-30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas.
A ação, que contou com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Força Nacional de Segurança, tem como objetivo coibir o desmatamento e o comércio ilegal de madeira na região, onde dezenas de serrarias são suspeitas de receber matéria-prima extraída de terras indígenas e unidades de conservação federais.
Conforme o Ibama, em apenas uma semana de operação, os fiscais flagraram sete serrarias operando de forma irregular, sem licença ambiental, e estoques de toras e madeira serrada sem origem comprovada.
Dois grandes pontos clandestinos de armazenamento foram descobertos, totalizando cerca de 630 toras — o equivalente a 1.825 m³ de madeira, que estão sendo inutilizadas conforme a legislação ambiental.
Além disso, foram apreendidos 4.300 m³ de toras e 823 m³ de madeira já processada, volumes que, juntos, somam aproximadamente 7 mil m³ de produto florestal irregular. Parte desse material será destinada a órgãos da administração pública, seguindo os trâmites legais de destinação de bens apreendidos.
Segundo o coordenador da operação, Luciano Silva, o trabalho conjunto foi essencial para o sucesso da ação.
“O ICMBio disponibilizou uma base e prestou apoios operacionais, enquanto a Força Nacional garantiu a integridade dos agentes”, explicou.
A gerente regional do ICMBio na Amazônia, Carla Lessa, destacou que a fiscalização será contínua e intensificada nas unidades de conservação do Pará.
“Há previsão legal para o uso sustentável dos recursos nas reservas extrativistas e florestas nacionais. No entanto, práticas ilegais e degradadoras, como a extração irregular de madeira ou a mineração predatória, serão combatidas de forma rigorosa”, afirmou.
Diversas multas e autos de infração foram aplicados por crimes ambientais como funcionamento sem licença, depósito de madeira ilegal e prestação de informações falsas.
Com a operação Maravalha, o Ibama reafirma seu compromisso no combate à exploração predatória e na preservação do patrimônio florestal amazônico, reforçando a importância da fiscalização ambiental em um momento em que o Brasil se prepara para sediar a COP-30, em Belém (PA) — evento que colocará os olhos do mundo sobre a política ambiental brasileira.
Leia mais
Amazônia: três balsas com madeira ilegal são apreendidas pela Marinha e Ibama
Foto: divulgação/Ibama
