Operação Codajás há 30 anos abastece o Norte de GLP e dá segurança energética
A Operação Codajás da Transpetro/Petrobrás completa 30 anos garantindo o abastecimento de GLP e o escoamento de petróleo/gás em Urucu (AM) durante a seca dos rios, com prontidão logística anual.
Antônio Paulo, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 04/12/2025 às 19:20 | Atualizado em: 04/12/2025 às 19:21
O ano de 2025 não foi de seca severa, como ocorreu nos dois últimos anos, deixando a população do Amazonas e de toda a região Norte com grandes dificuldades de transporte e até de sobrevivência.
Mesmo assim a Transpetro e a Petrobrás avaliam como positivas as ações da operação Codajás neste ano.
Chegando à marca de 30 anos, criada em 1995, a operação Codajás assegura o abastecimento de combustíveis, em especial o gás liquefeito de petróleo (GLP), durante o período de seca dos rios na região Norte.
Dessa forma, anualmente, a ação garante que o gás de cozinha chegue à população, mesmo em cenários extremos.
Além do GLP, a operação Codajás assegura a continuidade da produção de petróleo e gás natural em Urucu/Coari, levando segurança energética aos municípios e comunidades locais.
O gás natural, produzido na região, é responsável pela geração de energia para mais de 50% do estado do Amazonas.
“A estratégia da operação Codajás vai além do GLP. Ela garante o escoamento da produção de Urucu, que inclui petróleo e gás natural. Este último é essencial para as termelétricas de Manaus, assegurando energia elétrica para a sétima capital mais populosa do país. É uma mobilização coletiva que reafirma nosso compromisso com a segurança energética nacional”, destaca a gerente da Transpetro, responsável pelos Ativos do Amazonas e Pará, Laís Regina Tavares.
Segundo a gerente, em 2024, a Transpetro enfrentou a maior seca da Amazônia em 74 anos, transportando mais de 16 mil toneladas de GLP em 21 operações com cinco navios gaseiros dedicados à região.
Ações de 2025
Desde o início de setembro, um comitê técnico formado por representantes da Transpetro, da Petrobras e da Marinha do Brasil, parceira na ação, passou a monitorar diariamente os níveis dos rios em Iquitos, Manaus e Coari.
Em outubro, foram realizadas medições no rio Solimões, entre Codajás e Coari, e sondagens na enseada do rio Madeira e do rio Amazonas.
Dos quatro navios selecionados para atuar com dedicação exclusiva à operação de 2025, dois são operados pela Transpetro (Jorge Amado e Gilberto Freyre).
A ação conta também com embarcações de calado reduzido, mobilizadas para atravessar pontos de menor profundidade.
“Assinamos, em outubro, um acordo de cooperação técnica com a Marinha do Brasil para reforçar a segurança da navegação na região. A Operação Codajás 2025 é mais do que uma ação operacional — é um exemplo de atuação integrada, responsabilidade social e visão de futuro. Seguimos firmes no propósito de assegurar o transporte de combustíveis e suprimentos com segurança, eficiência e respeito às comunidades ribeirinhas”, declarou o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser.
Petróleo e gás
Com essa operação, segundo a Transpetro, foi possível atravessar o período com a manutenção da produção de petróleo, estoques de produtos em níveis adequados, sendo possível atender aos compromissos com o mercado de GLP.
Dessa forma, nos meses de setembro e outubro, foram escoadas mais de 60 mil toneladas de GLP e 129 mil metros cúbicos de petróleo de Urucu, a partir do terminal de Solimões.
Todas as operações ocorreram em Manaus, sem necessidade de transbordo em Codajás ou Itacoatiara, graças à manutenção das condições de navegabilidade nos pontos críticos.
30 anos
Ao longo dessas três décadas, a operação Codajás tem se adaptado às variações climáticas e geográficas da Amazônia, mobilizando tecnologia, planejamento e equipes especializadas.
Segundo o diretor de Transporte Marítimo da Transpetro, Jones Soares, a Operação Codajás é um marco na logística brasileira.
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“Ao longo de três décadas, temos superado as condições impostas pela vazante dos rios amazônicos com soluções tecnológicas e seguras. E mesmo em anos com menor impacto da vazante, como 2025, seguimos com planejamento, monitoramento e ações preventivas. Estamos sempre prontos para viabilizar o suprimento do gás de cozinha para a população da Região Norte, sem interrupções”, afirma Jones.
Foto: Divulgação
