Prefeito entrega nova etapa de cemitério vertical em Manaus

Estrutura no Tarumã busca resolver déficit histórico após mais de 40 anos sem novos cemitérios na capital

Publicado em: 24/03/2026 às 19:35 | Atualizado em: 24/03/2026 às 19:35

O prefeito de David Almeida (Avante) entregou, nesta terça-feira (24), a segunda etapa do cemitério vertical Nossa Senhora Aparecida, localizado no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus.

A ampliação aumenta a capacidade de sepultamentos e integra a estratégia da gestão municipal para enfrentar um déficit histórico no setor funerário, sem novos espaços há mais de quatro décadas.

A entrega ocorre após a forte pressão enfrentada durante a pandemia, quando houve escassez de áreas para sepultamento. Como resposta, a prefeitura adotou o modelo de cemitério vertical, já utilizado em grandes centros urbanos, que otimiza o uso do espaço e melhora a organização e a eficiência do serviço.

O projeto está dividido em três fases. A primeira, concluída em outubro de 2022, disponibilizou 5 mil lóculos. Nesta segunda etapa, foram adicionadas mais 7,4 mil unidades. A terceira fase, ainda em planejamento, prevê a construção de outras 8,4 mil estruturas. Ao final, o complexo deverá ultrapassar 20 mil sepulturas verticais, além de cerca de 10 mil gavetas de ossuário.

Com as duas primeiras etapas concluídas, o cemitério soma aproximadamente 13 mil sepulturas e já opera há mais de um ano, mesmo com a obra ainda em andamento, que atualmente está cerca de 65% executada.

Modernização

Além da ampliação, a intervenção incluiu a modernização do espaço. Segundo a prefeitura, o local não possuía abastecimento regular de água, acesso adequado nem processos informatizados antes da obra. As melhorias também abrangem infraestrutura, iluminação, segurança e manutenção contínua.

O secretário municipal de Limpeza Urbana, Sabá Reis, destacou a mudança nas condições do sistema funerário e lembrou que, durante a pandemia, a cidade chegou a registrar mais de 200 sepultamentos em um único dia.

Outro destaque do projeto é a implantação do primeiro cemitério indígena da capital, integrado ao complexo e voltado aos povos originários.

Com a conclusão total das obras, a prefeitura projeta eliminar o déficit de vagas para sepultamentos e estabelecer um novo padrão na gestão do serviço funerário na cidade.

Foto: divulgação/Semcom