Refinaria esclarece complexidade na produção de combustíveis
Em nota, a REAM esclarece que a complexidade do refino e a alta do petróleo global exigem paridade de preços para evitar desabastecimento.
Publicado em: 20/03/2026 às 18:42 | Atualizado em: 20/03/2026 às 18:43
A Refinaria da Amazônia (REAM) divulgou uma nota de esclarecimento para detalhar a alta complexidade de seu processo produtivo e desmistificar informações sobre a formação de preços na região.
O comunicado surge em um momento de escalada de conflitos no Oriente Médio, que gerou volatilidade nos mercados e reduziu a oferta global de petróleo.
A empresa ressalta que não atua de forma isolada e que o abastecimento local depende de múltiplos agentes e fatores internacionais que influenciam diretamente o custo final ao consumidor.
Dinâmica de Mercado e Participação Regional
A REAM detalhou sua fatia de mercado e a composição do abastecimento no Norte do país:
Amazonas: A refinaria responde por cerca de 30% do volume comercializado pelos postos do estado.
Região Norte: Sua participação é de 5% do volume total.
Múltiplos Agentes: O restante do suprimento é garantido pela Petrobrás, que ainda tua fortemente no estado, importadores e outros operadores logísticos.
Complexidade do Refino e Necessidade de Importação
Um ponto central da nota explica por que a refinaria não produz combustíveis acabados apenas com o petróleo cru vindo de Urucu.
Limitação Industrial: Devido às características da planta, construída na década de 1950, as unidades de destilação não produzem gasolina ou diesel rodoviário (S-10 e S-500) de forma direta apenas pelo refino.
Formulação: Para atingir as especificações exigidas pela legislação brasileira, a REAM precisa importar insumos derivados no mercado internacional para formular com sua produção própria.
Origem da Matéria-prima: A refinaria processa tanto petróleo nacional (incluindo o de Urucu/Coari) quanto importado, mas ambos são adquiridos em dólar e seguem indicadores internacionais como o tipo Brent.
O Impacto dos Conflitos Internacionais
A nota apresenta dados alarmantes sobre a variação de preços no mercado global entre 28 de fevereiro e 18 de março de 2026:
Petróleo: O preço saltou de 73 para 110 dólares por barril (alta de 37 dólares).
Gasolina e Diesel: No mercado internacional, as altas foram de 36% e 65%, respectivamente.
Custos Adicionais: Fretes, seguros e custos de internalização também atingiram cotações máximas devido à instabilidade no Oriente Médio.
Política de Preços e Abastecimento
A REAM defende a aplicação do preço de paridade de importação para garantir a continuidade dos serviços:
Reposição de Estoque: Como seus fornecedores praticam preços globais, a paridade é necessária para que a refinaria consiga repor estoques e manter a segurança do abastecimento.
Riscos do Desequilíbrio: Preços desalinhados com o mercado internacional podem comprometer a operação e a oferta regular de combustíveis.
Modelo Privado: A empresa reforça que este modelo segue a lógica de empresas privadas do setor em todo o mundo para evitar o desabastecimento.
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