Rio Negro marca avanço da vazante no Amazonas
Com recuo em diferentes calhas, rios amazônicos começam a redesenhar a paisagem e a rotina das comunidades ribeirinhas.
Adríssia Pinheiro, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 07/07/2026 às 10:16 | Atualizado em: 07/07/2026 às 10:20
A paisagem dos rios amazônicos começou a dar novos sinais da mudança de estação. Em diferentes pontos do Amazonas, as águas passaram a recuar de forma mais consistente nesta semana, indicando que a vazante começa a se firmar após o período de cheia.
Em Manaus, o rio Negro baixou 3 centímetros entre segunda-feira (6) e esta terça-feira (7), alcançando a cota de 28,40 metros.
Na comparação com o mesmo período dos últimos anos, o comportamento do Negro repete o ritmo de descida observado em 2023 e 2024, quando também recuou 3 centímetros em 24 horas. A cota atual permanece abaixo das registradas em 2021, 2022 e 2025 para a mesma data, mas acima do nível observado em 2024, quando o rio marcava 26,65 metros.
O comportamento também foi observado em outros importantes rios da região.
Em Itacoatiara, o rio Amazonas recuou 2 centímetros e chegou a 13,61 metros. Em Porto Velho (RO), o rio Madeira apresentou a maior redução do dia, com queda de 9 centímetros, enquanto, em Tabatinga, o rio Solimões permaneceu estável em 7,08 metros, interrompendo uma sequência de descidas registrada nas últimas semanas.
No médio Solimões, o cenário se repete. Dados da régua do flutuante-base do Instituto Mamirauá mostram que o lago Tefé baixou 3 centímetros entre os dias 5 e 6 de julho, retornando à marca de 19,13 metros.
Após permanecer praticamente estável no fim de junho e no início deste mês, o lago passou a registrar reduções consecutivas, acompanhando a transição para o período de vazante.
Embora a descida dos rios seja esperada nesta época do ano, o movimento é acompanhado com atenção por moradores, ribeirinhos e pescadores, que começam a adaptar a rotina conforme o nível das águas diminui.
Neste ano, o monitoramento ganha ainda mais importância diante da confirmação do fenômeno El Niño, que pode influenciar o regime de chuvas nos próximos meses e manter os órgãos de acompanhamento em alerta para o comportamento dos rios amazônicos.
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Foto: divulgação
