COP-30: trabalhadores da Amazônia exigem transição justa e investimentos sociais

Centrais sindicais articulam pautas de direitos trabalhistas e desenvolvimento sustentável durante a conferência.

Antônio Paulo, do BNC Amazonas em Brasília

Publicado em: 11/11/2025 às 19:30 | Atualizado em: 11/11/2025 às 19:30

O Encontro Nacional dos Trabalhadores na COP-30, em Belém, no Pará, mobilizou diversas centrais sindicais e a classe trabalhadora da Amazônia em torno da pauta “Grito da Amazônia: por trabalho decente e transição justa!”.

O evento, organizado pelo Fórum de Unidade Sindical da Amazônia Legal, ocorre no pavilhão Mundo Sindical da Amazônia, no Ginásio Altino Pimenta, entre os dias 11 e 15 de novembro.

O encontro reúne trabalhadores de todo o Brasil e conta com a participação e representação de diversas centrais sindicais.

Entre as organizações presentes estão a Força Sindical, CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Nova Central.

A agenda oficial também prevê rodas de conversa específicas com a CTB, Nova Central, UGT (União Geral dos Trabalhadores) e a CUT.

Pautas dos trabalhadores

A plenária do encontro de abertura, ocorrida nesta terça-feira (11/11), aprovou três grandes projetos considerados importantíssimos para iniciar a redução das diferenças sociais no país.

Uma das pautas defendidas pelo presidente da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do Norte, Nonato Alves, é a questão do petróleo, especificamente a defesa da Margem Equatorial.

Este projeto é visto como fundamental para melhorar as condições de vida e trabalho dos trabalhadores da Amazônia.

Já o representante da Força Sindical no Amazonas, Carlos Lacerda, defendeu a necessidade da BR-319 (Manaus-Porto Velho) reconhecendo que esta rodovia, assim como outros projetos, possui uma dívida social com o povo que se sobressai ao potencial econômico.

Também foi incluída a reivindicação da BR-364, que liga Rio Branco a Cruzeiro do Sul, no Acre.

“Esta BR, que foi destruída sem nenhum investimento, nos últimos anos, possui um fator social muito mais valioso, que é o fator econômico para a região”, destacou o vice-presidente da Força Sindical do Acre, Sílvio Moura.

Plenárias setoriais

A cerimônia de abertura, nesta terça-feira, esteve focada no tema: “Amazônia, Trabalho e Unidade Sindical”, que contou com palestrantes representantes das Centrais Sindicais.

E, na manhã desta quarta-feira (12), o destaque é para a plenária das Mulheres Trabalhadoras Amazônicas, que vai abordar o tema:

“Trabalho feminino no coração da floresta: panorama e desafios”

Guardiões da floresta e dos rios – a plenária será realizada na tarde do dia 12 de novembro (das 14h às 18h), com foco nos trabalhadores pescadores, ribeirinhos e extrativistas.

Do mesmo modo, a plenária sobre transporte, no dia 13 de novembro (quinta-feira), vai discutir o “Trabalho sobre duas e quatro rodas na Amazônia: desafios e protagonismo dos trabalhadores em mobilidade”.

Por fim, o tema do serviço público, com previsão para o dia 14 de novembro (sexta-feira), das 14h às 17h, vai tratar da “Reforma Administrativa e os impactos no trabalho decente”.

Grande marcha global sindical

O ponto alto de mobilização do evento será a Concentração e Marcha Global Sindical. A marcha está agendada para o dia 13 de novembro, às 18 horas, reforçando o tema principal do encontro: “Grito da Amazônia por Trabalho Decente e Transição Justa”.

O encerramento oficial do Encontro Nacional dos Trabalhadores na COP-30 ocorrerá no dia 15 de novembro (sábado), com a apresentação da Carta do Pará, Carta de Belém e Carta da Amazônia Legal.

Fotos e vídeo: divulgação