Tragédia do avião que explodiu com amazonenses no Acre faz 2 anos

Tragédia aérea no Acre completa dois anos. Acidente com avião que levava amazonenses matou 12 pessoas e segue sob investigação.

Publicado em: 29/10/2025 às 09:18 | Atualizado em: 29/10/2025 às 11:14

Há exatos dois anos, o Amazonas chorava uma de suas maiores tragédias aéreas. No dia 29 de outubro de 2023, um avião de pequeno porte explodiu após cair em uma área de mata, logo depois de decolar do Aeroporto Internacional de Rio Branco, no Acre.

A aeronave Caravan, de matrícula PT-MEE, pertencia à empresa A.R.T Táxi Aéreo e seguia para o município de Envira (AM). O acidente ocorreu por volta das 7h21 e matou todos os 12 ocupantes — dez passageiros e dois tripulantes. Parte dos passageiros viajava para receber tratamento médico.

Entre as vítimas estavam seis moradores de Eirunepé e outros de Envira, além do piloto Cláudio Atílio Mortari e do copiloto Kleiton Lima Almeida, ambos de Itaituba (PA). Também morreram Ana Paula Melo e sua filha, Clara Maria Monteiro, de apenas um ano e sete meses, além de José Marcos Epifânio, Antônio Cleudo Epifânio, Edineia de Lima, Jamilo Maciel, Raimundo Nonato Melo, Antonia Elizângela, Francisco Eutimar Bernardo de Souza e Alexsander Bezerra.

O incêndio após o impacto foi controlado após cerca de quatro horas, e a retirada dos corpos mobilizou equipes em uma área de difícil acesso, como relatou a capitã do Corpo de Bombeiros Francisca Fragoso. Devido ao estado em que os corpos foram encontrados, a identificação precisou ser feita por exames de DNA.

Um ano depois, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que o processo de apuração estava em 60%. O relatório aponta a análise de componentes e sistemas da aeronave, desempenho humano e fatores psicológicos.

“As investigações não buscam o estabelecimento de culpa ou responsabilização”, informou o Cenipa, que ainda não tem prazo para concluir o relatório final.

A tragédia segue como um lembrete doloroso da vulnerabilidade da aviação regional e da saudade que permanece entre famílias de Envira e Eirunepé.

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Foto: reprodução/vídeo