Vazamento químico na foz do rio Amazonas é alerta de tragédia, dizem indígenas

Composto que vazou é usado para lubrificação da broca que perfura o solo oceânico

Publicado em: 07/01/2026 às 21:18 | Atualizado em: 07/01/2026 às 21:18

Organizações indígenas e ambientalistas manifestaram preocupação com um vazamento de fluido de perfuração ocorrido durante atividades da Petrobrás na foz do rio Amazonas.

A estatal informou que o incidente foi identificado no domingo (4), a cerca de 175 quilômetros do Amapá, e que as operações foram imediatamente paralisadas.

Segundo a empresa, o fluido atende aos limites legais de toxicidade, é biodegradável e não representa riscos ao meio ambiente ou à população.

A Petrobrá afirmou ainda que adotou medidas de controle, notificou os órgãos competentes e garantiu que não há problemas com a sonda nem com o poço exploratório.

Apesar das explicações, entidades ambientalistas e organizações indígenas alertam para os riscos da exploração de petróleo em uma região considerada altamente sensível do ponto de vista ambiental.

Em notas públicas, os grupos afirmam que o incidente reforça preocupações sobre impactos à biodiversidade e aos modos de vida de comunidades tradicionais, além de apontar incertezas relacionadas às condições oceanográficas da área.

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O episódio ocorre em meio a disputas judiciais envolvendo o licenciamento ambiental do bloco FZA-M-59, autorizado pelo Ibama em outubro de 2025.

Organizações da sociedade civil e o Ministério Público Federal ingressaram com ações na Justiça Federal do Pará pedindo a suspensão ou anulação da licença, sob o argumento de falhas nos estudos ambientais e de desrespeito a direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais.

No entanto, a Petrobrás e o Ibama sustentam que o licenciamento seguiu critérios técnicos e legais.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Elsa Palito/Greenpeace Brasil