O governador Amazonino Mendes (PDT) descartou qualquer possibilidade de recorrer à Justiça para contestar o resultado da última eleição, quando perdeu para o estreante Wilson Lima (PSC).

“Não constitui advogado pra nada. Ele (Wilson Lima) é o governador eleito pelo povo e eu perdi a eleição e acabou-se!”, declarou em entrevista ao Jornal do Amazonas na noite desta quinta-feira, dia 6, em que procurou acabar com as informações de bastidores de que buscaria um “terceiro turno”.

 

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Amazonino também disse que não se candidatará a mais nenhum cargo.

“Vou continuar sendo político, mas não vou ser candidato a mais nada”, disse ele.

 

Não há 1 bilhão de déficit

Mais cedo, o Governo do Amazonas divulgou um posicionamento oficial refutando a afirmação de Wilson de que receberia o estado com rombo de mais R$ 1 bilhão. 

 

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No comunicado, Amazonino esclarece que  “não entregará a máquina administrativa ao governador eleito, Wilson Lima, com o rombo de R$ 1,5 bilhão. Ao contrário do que afirmou Wilson Lima, de forma equivocada, o Amazonas é um dos dez estados mais equilibrados da federação, mantendo-se com as finanças sob controle, com pagamentos em dia e com investimentos em todos municípios que ultrapassam o montante de R$ 1,2 bilhão”.

 

Leia o posicionamento oficial na íntegra.

O Governo do Amazonas esclarece que não procede a informação de que o governador eleito, Wilson Lima, vai assumir dia 1º de janeiro herdando um déficit de 1,5 bilhão de reais gerado pela atual administração. O Amazonas é um dos 10 estados que estão com as finanças absolutamente sob controle e equilibradas, de acordo com relatório técnico do Tesouro Nacional divulgado em novembro deste ano.

O equilíbrio fiscal conquistado pelo Amazonas é consequência de uma reengenharia nas finanças adotada pela Secretaria de Fazenda (Sefaz), que resultou no aumento de arrecadação e redução de gastos a partir da renegociação de contratos e combate à corrupção. As ações permitiram que o Estado voltasse a investir na saúde, educação, segurança, infraestrutura e outros setores estratégicos, no maior pacote de obras da história. Foram investidos mais de R$ 1,1 bilhão em obras na Capital e Interior, gerando 26 mil empregos.

O governador Amazonino Mendes assumiu em outubro de 2017 com um déficit de R$ 1,2 bilhão só na área da saúde. As empresas médicas acumulavam atrasos de até seis meses. Não havia investimentos e dezenas de obras estavam paralisadas. O caos estava instalado e até o pagamento dos salários dos servidores, ameaçado.

Plano de investimentos – Com o trabalho iniciado na atual gestão, o déficit herdado de administrações anteriores foi drasticamente reduzido e paralelamente iniciado um grande plano de investimentos. A economia do Amazonas voltou a crescer e, segundo o IBGE, teve um dos melhores desempenhos do País no primeiro semestre deste ano, com crescimento de 6,1%, quatro vezes mais que a média nacional. O resultado positivo se mantem nesse segundo semestre.

O mês de novembro fechou com um saldo positivo entre receita e despesa de R$ 156 milhões, ou seja, o Estado arrecadou mais do que gastou, o que é raro hoje na administração pública. A receita líquida fechou o mês com R$ 16,09 bilhões, enquanto que o total empenhado foi de R$ 15,93 bilhões. Houve um crescimento de 15,18% no comparativo da receita global do mesmo período do ano passado quando fechou o mês em R$ 13,97 bilhões.

ICMS com arrecadação recorde – Esse equilíbrio fez com que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – responsável pela maior fatia na arrecadação de tributos do estado – fechasse o mês de novembro com R$ 844 milhões. No comparativo com 2017 (R$ 746 milhões), o crescimento nominal representou um saldo de 13,14%.

O governador eleito receberá um quadro fiscal absolutamente equilibrado, com arrecadação crescente e gastos controlados. Realidade bem diferente da herdada pela atual administração. O Governo do Amazonas fez o dever de casa.

 

Foto: BNC Amazonas