Antes do STF, André Mendonça enfrentou a Lava Jato na AGU
Hoje ministro do Supremo, Mendonça já protagonizou disputas com a força-tarefa ao defender mais controle da União sobre acordos bilionários e recursos públicos
Publicado em: 05/07/2026 às 12:00 | Atualizado em: 04/07/2026 às 21:46
Antes de chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça teve uma relação marcada por divergências com a Operação Lava Jato. Quando comandou a Advocacia-Geral da União (AGU), entre 2018 e 2020, ele defendeu que a União tivesse participação nas negociações de acordos de leniência firmados com empresas investigadas por corrupção.
Um dos principais embates ocorreu em torno do chamado “fundo da Lava Jato”, que previa destinar cerca de R$ 2,5 bilhões a uma fundação privada criada por integrantes da força-tarefa.
A AGU contestou a proposta, alegando que recursos públicos deveriam permanecer sob controle do Estado. Posteriormente, o STF suspendeu a iniciativa.
Mendonça também criticou a falta de coordenação entre órgãos públicos na celebração de acordos, afirmando que isso poderia gerar insegurança jurídica e prejudicar a recuperação de recursos desviados.
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Anos depois, já como ministro do STF, Mendonça passou a ser visto como um magistrado de posições firmes no combate à corrupção.
Sua trajetória, porém, mostra que, antes de integrar a Corte, ele também questionou métodos adotados pela Lava Jato e defendeu maior equilíbrio entre o combate aos crimes e o respeito às competências de cada instituição.
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Foto: André Mendonça/STF
