Chefia financeira de R$ 11 bi do Dnit é de diretor que usa tornozeleira

Envolvido com o "Careca do INSS", sua prisão foi pedida. Veja quem foi o ministro do STF que negou

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 07/01/2026 às 19:31 | Atualizado em: 07/01/2026 às 19:31

O Ministério dos Transportes mantém no comando financeiro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Marcos de Brito Campos Júnior, diretor investigado por fraude e que atua sob monitoramento eletrônico, segundo as colunistas Andreza Matais e Valentina Moreira, do Metrópoles.

Ele foi alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apurou seu envolvimento em um esquema de descontos irregulares sobre aposentados do INSS, conhecido como “Farra do INSS”.

Segundo a PF, Marcos de Brito recebeu R$ 20 mil de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e teve passagens aéreas custeadas por empresas ligadas ao esquema.

Diante das suspeitas, a prisão preventiva do diretor foi solicitada. No entanto, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça negou o pedido, impondo apenas medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com outros investigados.

O ministro considerou que Marcos de Brito se afastou do núcleo do esquema em 2023, quando assumiu a diretoria do Dnit, permitindo que ele permanecesse no cargo.

Segundo a apuração da coluna, mesmo após a operação, o diretor seguiu assinando despachos e atualmente está de férias, com retorno a Brasília previsto para 20 de janeiro.

Saiba mais na coluna Andreza Matais, no Metrópoles.

Foto: divulgação