Com Lula, Marcelo aposta que se elege senador numa chapa com Braga
“Se nós tivermos organizado e unificado, acredito muito na possibilidade da base do presidente Lula e do senador Omar eleger os dois senadores”, diz o ex-deputado
Iram Alfaia, da Redação do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 04/03/2026 às 18:54 | Atualizado em: 04/03/2026 às 19:29
Após a desistência do governador Wilson Lima (União Brasil) de disputar o Senado, o ex-deputado Marcelo Ramos (PT) faz as contas e considera que ele e o senador Eduardo Braga (MDB), numa chapa apoiada pelo presidente Lula da Silva, têm reais chances de vitória.
Ramos manteve encontros políticos em Brasília para tratar do apoio de Lula a sua pré-candidatura. Ele acredita que seu nome será confirmado, em breve, com a ida do presidente a Manaus este mês ou no máximo em abril.
“Se nós estivermos organizados e unificados, acredito muito na possibilidade da base do presidente Lula e do senador Omar [Aziz] eleger os dois senadores, o que vai ser fundamental para a defesa da democracia e para ajudar na governabilidade do próximo governo Lula”,
disse marcelo ramos ao BNC
Segundo o ex-deputado, a tendência é que o presidente Lula repita uma vitória acachapante no interior. Ele também crê que o senador Omar também tenha uma vitória acachapante no interior.
“Sou daqueles que acredito que, por conta de todas as ações do governo federal em defesa da Zona Franca, todas as ações do governo federal em proteção do Amazonas, os investimentos que têm sido feitos no Amazonas, a retomada do Minha Casa Minha Vida, a recuperação da BR- 319, tenho convicção de que Lula vai ganhar a eleição em Manaus”, avalia.
Nesse cenário, Ramos acredita que “é absolutamente possível que a base do presidente e do senador Omar eleja os dois senadores”.
Ajuda a Braga, o segundo voto
Para ele, seu nome também ajuda Braga se reeleger, pois, sem o governador na disputa, o líder do MDB teria que disputar votos no interior contra nomes fortes como o deputado Alberto Neto (PL) e o atual senador Plínio Valério (PSDB).
O raciocínio é que Braga pode perder para esses nomes na capital e não ter como recuperar margem no interior. Desse modo, o nome dele ajudará a anular essas candidaturas como o segundo voto da chapa.
Na avaliação dele, a saída do governador altera muito a situação no interior. “Ele muda muito o cenário eleitoral no interior, porque naturalmente, no interior, as lideranças dos municípios dividiriam seus votos: um para Eduardo e outro para Wilson”, diz.
“Com Wilson fora do jogo, o segundo voto do interior fica livre. E se o Braga não tiver um segundo nome forte, que caminhe junto com ele, esse voto pode migrar para candidaturas como Neto e Valério. Isso pode acabar prejudicando a própria candidatura do Braga”, considera.
Pesquisa
Outra fator favorável, segundo o ex-deputado, é que seu nome aparece em terceiro nas pesquisas com Lima fora do cenário.
“É um número muito positivo, porque não faço pré-campanha ostensiva como os outros candidatos. Eu não tenho ainda a presença do presidente Lula, nem mesmo do senador Omar, que é meu candidato a governador”, diz.
Ele afirma que sua a pré-campanha é muito dele, do PT e das pessoas que acreditam na necessidade de uma candidatura do campo democrático e progressista como uma alternativa para o povo do Amazonas.
Foto: BNC Amazonas
