De tanto ver impunidade, brasileiros já aceitam condenar até inocente
Cansaço com a violência faz crescer o apoio a punições mesmo com risco de erro judicial
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 26/01/2026 às 19:12 | Atualizado em: 26/01/2026 às 19:12
Uma pesquisa nacional da Ágora Consultores, realizada para o ICL Notícias, indica que o cansaço com a criminalidade tem levado parte da sociedade brasileira a relativizar princípios básicos da justiça.
Diante de um cenário hipotético em que dez pessoas são acusadas de crimes graves e uma é reconhecidamente inocente, 42% dos entrevistados afirmam preferir punir todos para evitar que culpados fiquem impunes. Em contraste, apenas 15% defendem a presunção da inocência, optando por não punir ninguém.
Para a maioria, portanto, a impunidade aparece como um mal maior. O erro judicial passa a ser tratado como um custo aceitável, sustentado pela ideia de que o castigo deve servir como exemplo coletivo.
Como consequência, o ônus do erro recai sobre o inocente.
No entanto, o apoio à punição coletiva diminui quando a sanção é irreversível: em situações que envolvem a pena de morte, apenas 17% mantêm essa posição, enquanto 51% preferem não executar ninguém para evitar um erro definitivo.
Entre os que rejeitam esse tipo de punição, o argumento é absoluto: “nada justifica castigar um inocente”.
Saiba mais em ICL Notícias.
Foto: divulgação
