Eduardo Bolsonaro muda versão e admite gestão financeira de filme sobre o pai

Documentos revelados pelo Intercept Brasil ligam ex-deputado à administração financeira e à captação de recursos da cinebiografia de Jair Bolsonaro

Moraes marca interrogatório de Eduardo Bolsonaro

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 16/05/2026 às 08:47 | Atualizado em: 16/05/2026 às 08:47

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro admitiu, nesta sexta-feira (15 de maio), ter assinado contrato com poderes de gestão financeira sobre o filme Dark Horse, que contará a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A confirmação ocorreu menos de 24 horas após Eduardo negar publicamente qualquer participação na gestão do projeto.

A mudança de versão veio após o site The Intercept Brasil divulgar documentos que apontam Eduardo como produtor-executivo da obra ao lado do deputado Mario Frias.

Segundo os registros, o contrato firmado com a produtora americana Go Up Entertainment dava ao ex-deputado autoridade sobre decisões estratégicas e identificação de fontes de recursos para o filme.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo afirmou que assinou o documento anos atrás, quando o projeto “ainda era um sonho”, para garantir um roteirista internacional.

“Eu peguei R$ 350 mil e transformei em cerca de US$ 50 mil e mandei para os Estados Unidos”, declarou.

O ex-parlamentar disse ainda que os recursos vieram da Ação Conservadora, projeto ligado a ele, e alegou que deixou a função após a entrada de novos investidores.

O caso ganhou repercussão política após a divulgação de diálogos entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre a liberação de recursos para o filme.

A Polícia Federal apura se recursos relacionados ao projeto foram usados para custear despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Saiba mais em BBC.

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Foto: Lula Marques/Agência Brasil