Em rede com PM dos estados, operação do governo prende 1.899 criminosos
Sem matança, apreensão de drogas e armas deu prejuízo de mais de meio bilhão de reais ao crime organizado.
Publicado em: 30/11/2025 às 16:48 | Atualizado em: 30/11/2025 às 16:49
A terceira operação da Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas (Renoe) resultou em 1.899 prisões em seis dias. A ação reuniu Polícias Militares de todos os estados e do Distrito Federal.
Entre 19 e 24 de novembro, as equipes apreenderam 165 armas de fogo e cerca de oito toneladas de drogas. O prejuízo estimado ao crime organizado ultrapassa R$ 551 milhões.
O diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Rodney da Silva, disse que os dados refletem o desempenho das corporações. “Os números refletem o comprometimento das PMs com a segurança pública e com o enfrentamento direto das organizações criminosas”, afirmou.
Segundo ele, o trabalho de inteligência combinado com equipes especializadas aumentou a eficiência da resposta. “As atuações coordenadas (…) demonstram a eficácia do planejamento integrado promovido pela Senasp no âmbito da Renoe”, declarou.
As ações incluíram confronto com suspeitos armados, queima de plantios de maconha e prisão de foragidos com revólveres e pistolas. Também houve desarticulação de depósitos de entorpecentes e identificação de faccionados, com apreensão de cadernos de contabilidade, balanças e prensa hidráulica.
Criada para integrar forças estaduais, a Renoe estimula operações ostensivas qualificadas, intercâmbio de inteligência e padronização de práticas operacionais. O Ministério da Justiça coordena ainda a Renarc, a Renocrim e a Recupera, redes voltadas ao narcotráfico, ao combate às organizações criminosas e à recuperação de ativos.
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Foto: divulgação
