Neuton Corrêa, da redação

 

Confirmado formalmente nesta terça-feira, dia 8, pelo secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), Carlos Alexandre da Costa, o novo comandante da Suframa, coronel reformado Alfredo Menezes, está diante de uma encruzilhada.

Além de recompor a credibilidade da autarquia, sua missão será tentar conter o ímpeto do ministro da Economia, Paulo Guedes, de acabar com os incentivos fiscais do país, que, para o Amazonas, significa o fim da Zona Franca de Manaus, esteio principal da economia da região.

A nomeação dele ao cargo, ainda não oficializada pelo Diário Oficial da União, é um sinal de boa vontade do atual governo, já que ele é amigo e afilhado de casamento do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

O problema, porém, será como o coronel, que já pilotou caças de guerra com Bolsonaro, irá instalar sua trincheira.

A interrogação sobre isso é se a fará de porteira aberta ou fechada à influência política, que historicamente sempre loteou os postos de comando da superintendência.

Fechá-la significará tomar a guerra para sim e assumir os riscos que rondam o modelo de desenvolvimento regional mais exitoso do país.

Ao abri-la, mostrará disposição ao diálogo e à junção de forças políticas principalmente com a bancada federal do Amazonas no Congresso, por onde passam os projetos que tentam enfraquecer a já fragilizada ZFM.

Essa abertura, no entanto, lhe custará entregar as superintendências adjuntas da Suframa às indicações políticas, que, por sua vez, são consideradas um atraso ao funcionamento da autarquia.

Menezes não tem experiência na área, mas o perigo é o mesmo de apertar um botão errado com um avião carregado de passageiros.

 

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