Esquerda quer retomar Manaus e Humaitá em 2026
Em Brasília, dirigentes se reuniram com a direção nacional da organização partidária para tratar desse assunto.
Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 26/11/2025 às 07:10 | Atualizado em: 26/11/2025 às 07:12
Partidos de esquerda estabeleceram para as eleições do ano que vem no Amazonas uma meta a ser perseguida a partir de agora. A meta prevê reconquistar dois colégios eleitorais que deram quatro mandatos históricos ao PT.
Esses colégios eleitorais são a capital, Manaus, e Humaita, no sul do Amazonas. Os dois municípios ajudaram eleger e reeleger Lula e Dilma, entre 2002 e 2014. Contudo, nas eleições seguintes, 2018 e 2022, tonaram-se territórios hostis à esquerda e ao PT. Mais que isso: tonaram-se bolsonaristas, duas fortalezas da direita.
Por exemplo, em 2018, ao aderir aos conservadores, Humaitá deu vitória a Fernando Haddad (PT), no primeiro turno. Na ocasião, o município deu 51% dos votos ao petista. No entanto, no segundo turno, o local se converteria ao bolsonorismo virando o placar, dando 55,13% dos votos a Bolsonaro e 44,87% ao petista.
Nessa eleição, em Manaus, Bolsonaro venceu Haddad no primeiro e no segundo turno. Até então, Bolsonaro era um desconhecido no Amazonas e não possuía base.
Perturbação à ZFM
Em 2022, apesar de não ter construído nenhuma obra e ter transformado seu mandato em quatro anos de perturbação à Zona Franca de Manaus, Bolsonaro venceu a disputa eleitoral nos dois municípios.
Em Humaitá, a esquerda não conta a derrota para a presidência, mas para cargos de deputado federal. Ali, os mais votados em 2022 foram Silas Câmara (Republicanos) e Capitão Alberto Neto (PL), que se apresentavam como candidatos do então presidente.
Em Manaus, a derrota foi geral: para presidente, senador, deputado federal e estadual.
O que fazer?
Nessa terça-feira, 25, em Brasília, os dirigentes regionais dos partidos que integram a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) se reuniram com a direção nacional da organização partidária para tratar desse assunto.
Por lá estiveram os presidentes do PT, Sinésio Campos; do PV, Carlinhos Bessa; e do PCdoB, Yann Evanovick.
Um ponto comum da discussão é encontrar uma estratégia de comunicação para vincular as realizações do governo federal com o presidente Lula. Hoje, grande partes das obras, projetos e programas são entregues no estado sem a assassinara do governo federal.
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Foto: divulgação
