Extrema direita ‘se morde’ com sucesso de Lula, esquerda comemora
Petistas dizem que encontro com Trump isolou bolsonaristas nos EUA; oposição tenta minimizar reunião.
Publicado em: 08/05/2026 às 09:09 | Atualizado em: 08/05/2026 às 09:16
A visita do presidente Lula ao líder americano Donald Trump virou combustível para a guerra política entre petistas e bolsonaristas.
Aliados de Lula afirmam que o encontro isolou a extrema direita brasileira, que tenta manter proximidade com Trump desde o retorno do republicano à Casa Branca.
Integrantes do PT comemoraram o fato de Lula ter sido recebido oficialmente em Washington mesmo após críticas públicas ao governo americano. Para governistas, o petista conseguiu reforçar o discurso de soberania nacional e se apresentar como liderança internacional.
O ministro José Guimarães afirmou que Lula “reafirmou o papel soberano e respeitado do Brasil no cenário internacional”.
Já o deputado Paulo Teixeira disse que a família Bolsonaro perdeu o “monopólio” da relação com Trump.
Nos bastidores, petistas também ironizaram o silêncio de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro após o encontro. O senador Flávio Bolsonaro evitou comentar publicamente a reunião.
A oposição, porém, minimizou o resultado do encontro. Bolsonaristas afirmam que Trump manteve postura fria e apontaram a ausência do americano na entrevista coletiva como sinal de distanciamento político.
O influenciador Paulo Figueiredo ironizou o pedido feito por Lula para revisão das restrições de vistos aplicadas anteriormente a autoridades brasileiras.
Durante a viagem, Lula também defendeu cooperação internacional contra o crime organizado e afirmou que Brasil e Estados Unidos deram “um passo importante” na relação bilateral.
O petista foi acompanhado por ministros das áreas de Relações Exteriores, Justiça, Fazenda, Indústria e Minas e Energia.
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