Fieam destaca nova fase da bioindústria amazônica com parcerias
Iniciativa prevê união entre indústria, ciência e floresta para criar tecnologias de classe mundial a partir da biodiversidade
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 22/06/2026 às 17:13 | Atualizado em: 22/06/2026 às 17:13
O Instituto Euvaldo Lodi (IEL) formalizou nesta segunda-feira (22 de junho), em Brasília, um acordo de cooperação técnica que institui o programa Inova Bioindústria Amazônica
A medida estratégica reúne o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) e a Ação Pró-Amazônia para fortalecer as cadeias produtivas por meio da inovação aplicada.
Representando os interesses do setor produtivo do estado e da Zona Franca de Manaus (ZFM), o presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam) e conselheiro da Ação Pró-Amazônia, Antônio Silva, avalia o acordo como um marco.
Para o empresário, o programa cumprirá o papel vital de transformar a biodiversidade em produtos, processos e tecnologias de classe mundial.
Segundo ele, a medida consolida uma nova etapa do desenvolvimento, na qual a indústria, a ciência e a floresta atuarão de forma plenamente integrada para garantir a competitividade do polo local.
Alinhado ao Plano Nacional de Bioeconomia e à Missão 5 da Nova Indústria Brasil (NIB), o programa visa acelerar a transformação tecnológica por meio da articulação entre empresas, cooperativas, startups e instituições de pesquisa.
A secretária de economia verde, descarbonização e bioindústria do ministério, Júlia Cruz, reforçou que a sustentabilidade ambiental e social é hoje um vetor fundamental para que o parque fabril alcance melhor posição na competição global.
A assinatura ocorreu durante a reunião de diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O presidente da entidade, Ricardo Alban, destacou que o objetivo é integrar talentos e conhecimento para tornar a bioindústria um motor estratégico de desenvolvimento sustentável.
Como reflexo dessa união, a superintendente nacional do IEL, Sarah Saldanha, projetou que, nos próximos cinco anos, a iniciativa vai executar 400 projetos de inovação, inserir 450 pesquisadores e atender diretamente 250 organizações.
Para a presidente da Ação Pró-Amazônia e da Federação das Indústrias de Roraima, Izabel Itikawa, a preservação associada à tecnologia é a verdadeira vocação do território para garantir uma economia forte e soberana.
Foto: divulgação
