Uma semana depois de tomar posse como governador reeleito do Tocantins, Mauro Carlesse (PHS), e seu vice, Wanderlei Barbosa (PHS), já têm pedido de cassação do mandato.

O requerimento é do Ministério Público Eleitoral por condutas abusivas durante as eleições.

O procurador da república Álvaro Manzano baseou o pedido no ato que extinguiu mais de 15 mil contratos temporários no dia 1º de janeiro.

O MP entendeu que a extinção dos contratos é um indício de que eles nunca foram necessários e foram feitos apenas por questões eleitorais.

Denúncias 

Após a cassação do governador Marcelo Miranda, o então presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, Carlesse, assumiu interinamente o governo e se lançou candidato nas eleições suplementares, realizadas em junho de 2018.

Segundo a denúncia, para conseguir vencer as eleições, os candidatos praticaram atos abusivos durante toda a campanha, destacando-se a contratação de servidores para cargos temporários e a destinação voluntária de verbas aos municípios.

Os requeridos também foram candidatos nas eleições regulares, realizadas quatro meses após as suplementares, e teriam continuado praticando os mesmos atos abusivos.

Com base nas acusações, o MP Eleitoral requer, além a cassação dos mandatos, a designação de novas eleições para os cargos de governador e de vice-governador do Tocantins.

Para mais informações, veja a íntegra da ação de impugnação de mandato eletivo.

 

Foto: Secom/Tocantins