Por Neuton Corrêa, da Redação

 

Dirigentes de empresas que prestam serviços médicos em hospitais públicos do Amazonas, em unidades de urgência e emergência, foram chamados para uma reunião no fim da tarde desta segunda-feira, dia 12, na sede da Secretaria de Saúde (Susam), e receberam o seguinte comunicado:

“O estado não tem mais dinheiro no tesouro para pagar a dívida com as empresas”, que pode fechar o exercício em R$ 260 milhões no vermelho.

O valor é referente a faturas que venceram desde agosto e que não foram pagas. A conta mensal do débito está na casa de R$ 52 milhões.

Na reunião, o titular da Susam, Francisco Deodato, e o secretário de Fazenda (Sefaz), Alfredo Paes, que comandaram a conversa, disseram aos representantes das empresas que o governo fará um esforço para honrar os compromissos de agosto e setembro.

Está decretado, porém, segundo um dirigente empresarial, que o governo Amazonino Mendes (PDT) não tem condições de pagar os meses de outubro, novembro e dezembro e que a conta será repassada para o futuro governador Wilson Lima (PSC).

 

Cenário repetido

No fim do ano passado, as empresas médicas chegaram nesse período do ano em situação semelhante e ameaçaram paralisar as atividades nas unidades de saúde de urgência e emergência.

Naquela ocasião, Amazonino, recém-chegado ao governo (outubro), mandou reunir as empresas credoras e resolveu a situação negociando a dívida e aliviando a crise que se estabelecia.

Agora, a ameaça de paralisação dos serviços não está descartada, mas o assunto será discutido em assembleia dos profissionais convocada assim que encerrou o encontro com o núcleo de poder do estado na tarde de hoje.

A assembleia geral extraordinária está prevista para ocorrer às 19h desta terça-feira, dia 13, na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM).

O BNC Amazonas já entrou em contato com a Secretaria de Comunicação (Secom) para ouvir o governo sobre a situação. O órgão prometeu uma resposta ainda hoje.

 

Governo se manifesta

Por meio de uma mensagem via WhatsApp, às 21h20, a assessoria do governador Amazonino contestou a notícia de que as empresas serão vítimas de “calote”. Confira:

A informação de “calote” não procede. Os secretários estaduais de Saúde, Francisco Deodato, e de Fazenda, Alfredo Paes, reuniram-se com as empresas médicas nesta segunda-feira (12), para tratar dos serviços prestados à Secretaria Estadual de Saúde (Susam), informações sobre pagamentos e alternativas de financiamento.

 

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