O Governo do Amazonas fechou neste dia 25 um contrato de R$ 8,5 milhões mensais com o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano, com sede em São Paulo, para administrar o hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz e a UPA Campos Sales, na zona norte de Manaus. A duração do contrato não foi divulgada.

Essa organização social é responsável atualmente pela gestão de sete unidades de saúde do estado do Pará, além de estar presente no Paraná e Santa Catarina, segundo divulga em seu site.

A contratação do instituto foi feita por chamamento público, segundo o governo. Antes, a Secretaria de Saúde (Susam) enviou técnicos para conhecer o trabalho prestado no Pará.

Pelo contrato, firmado pelo secretário de Saúde e vice-governador, Carlos Almeida Filho (PRTB), a secretaria (Susam) fica com o papel de fiscalizador dos serviços prestados nas duas unidades.

Segundo divulgou o governo, o custo mensal de gestão do hospital e da UPA estava atualmente em torno de R$ 11 milhões.

“A nova administração vai permitir economias e maior eficiência na gestão do complexo da zona norte. O instituto vai gerir os próprios recursos humanos, nos cabendo a fiscalização e a cobrança das metas de assistência estabelecidas em contrato”, disse Almeida Filho.

 

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Primeiro compromisso: Delphina 100%

De acordo com ele, o hospital Delphina Aziz funcionará como retaguarda do sistema, especializado em cirurgias.

Para isso, o instituto se compromete a fazer a mais moderna unidade da saúde pública do Amazonas a operar com capacidade máxima até agosto. Isso envolve realização de um maior número de cirurgias, procedimentos e oferta de mais 170 leitos.

Hoje o hospital inaugurado em 2014 tem apenas 30% de suas instalações utilizadas, operando com 136 leitos. Meta que o instituto deverá cumprir é disponibilizar 312 leitos. Até abril devem ser ativados todos os 50 leitos de UTI, dos quais dez foram inaugurados já no governo de Wilson Lima (PSC).

Também em abril serão reabertas duas salas cirúrgicas, uma para procedimentos de emergência e outra para as cirurgias eletivas. A partir de maio serão abertos serviços ambulatoriais, como de urologia, ginecologia, além de mais salas de cirurgia.

 

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Profissionais distribuídos

Para a Susam, a população ganha com essa terceirização porque profissionais do hospital e da UPA poderão ser empregados para reforçar as demais unidades. Como o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), com o qual o Governo do Amazonas mantém convênio.

Em breve, leitos do HUGV serão utilizados pela rede estadual para tratamento de pacientes em especialidades como urologia e ortopedia, afirmou o governo.

 

Foto: Divulgação/Secom