Irã fecha Ormuz e pressiona Trump por Israel continuar atacando o Líbano
Cessar-fogo não vai vingar se aliados dos EUA não recuarem dos ataques.
Publicado em: 08/04/2026 às 11:28 | Atualizado em: 08/04/2026 às 11:30
O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz e elevou o tom contra os Estados Unidos, ao ameaçar romper o cessar-fogo caso Israel mantenha os ataques ao Líbano.
A decisão foi anunciada após Teerã acusar Israel de violar a trégua com bombardeios contra o Hezbollah.
Além do bloqueio marítimo, o regime iraniano prometeu “punir” Israel e afirmou que já identifica alvos para uma possível resposta militar.
Pressão sobre Washington
A escalada atinge diretamente o presidente Donald Trump, que declarou que o Líbano não faz parte do acordo de cessar-fogo.
“Por causa do Hezbollah, nós não incluímos o Líbano no cessar-fogo, e o Irã sabe disso”.
A posição contraria a tentativa de mediação internacional, que previa a suspensão de ataques em todas as frentes.
Guerra se amplia
Os novos ataques de Israel no território libanês foram descritos como os maiores desde o início da ofensiva contra o Hezbollah.
Segundo o governo de Benjamin Netanyahu, mais de 100 alvos ligados ao grupo foram atingidos.
Os bombardeios deixaram vítimas e agravaram a crise humanitária no país.
Ataques e reação
Em paralelo, países do Golfo relataram ofensivas atribuídas ao Irã.
O Catar afirmou ter interceptado mísseis, enquanto autoridades da Arábia Saudita indicaram ataques a infraestrutura energética.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu respeito ao cessar-fogo e alertou para o risco de colapso das negociações.
Saiba mais no g1.
Leia mais
Bravata de Trump contra Irã era só isso mesmo, uma nova bufa
Foto: reprodução/Globo News
