Lista suja do trabalho escravo inclui BYD e Amado Batista

Cadastro federal passa a incluir empresa e artista após fiscalizações que apontaram condições degradantes de trabalho

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 07/04/2026 às 10:15 | Atualizado em: 07/04/2026 às 10:15

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou nesta segunda-feira (6 de abril) a atualização da chamada “lista suja” do trabalho escravo, incluindo o cantor Amado Batista e a montadora BYD. O cadastro reúne empregadores responsabilizados, após processos administrativos, por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.

Ao todo, 169 novos nomes foram incluídos, elevando para 613 o total de registros.

Amado Batista foi autuado após fiscalizações em 2024 em propriedades rurais no estado de Goiás, onde 14 trabalhadores foram resgatados de jornadas exaustivas.

Já a BYD foi responsabilizada por submeter 163 trabalhadores chineses a condições degradantes durante a construção de uma fábrica em Camaçari, na Bahia.

Em manifestação anterior, a empresa afirmou manter “compromisso inegociável com os direitos humanos e trabalhistas, pautando suas atividades pelo respeito à legislação brasileira e às normas internacionais de proteção ao trabalho”.

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