Amazonas tem quatro patrões na lista suja do trabalho escravo
O cadastro do Ministério do Trabalho e Emprego é atualizado semestralmente
Publicado em: 07/10/2025 às 23:27 | Atualizado em: 07/10/2025 às 23:39
Quatro empregadores do Amazonas foram incluídos na mais recente atualização da “Lista Suja” do trabalho análogo à escravidão, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego na segunda-feira (6).
O cadastro, atualizado semestralmente, agora registra 159 denunciados em todo o país, entre pessoas físicas (101) e jurídicas (58), um aumento de 20% em relação à última lista.
Entre os amazonenses, estão:
- Adalcimar de Oliveira Lima (Lábrea), que submeteu 11 trabalhadores a condições degradantes em 2020, em área próxima à Floresta Nacional do Iquiri;
- Gilcimar Modesto da Silva (Manaus), responsável por condições degradantes para dois trabalhadores em uma fábrica de móveis em 2023;
- Haroldo Jatahy de Castro (Manaus), que submeteu um trabalhador a condições degradantes em 2024;
- Maria das Graças dos Santos Level, denunciada por exploração de um trabalhador em 2023.
Criada em 2004, a “Lista Suja” enfrentou suspensões entre 2014 e 2016, mas foi reafirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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Os empregadores entram na lista após decisão administrativa definitiva e permanecem nela por dois anos.
Uma portaria de julho de 2024 prevê a possibilidade de saída antecipada mediante acordo de indenização às vítimas e participação em programas de apoio aos trabalhadores resgatados.
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Foto: Secretaria de Inspeção do Trabalho/reprodução
