O presidente Lula da Silva cobrou hoje (9) durante a abertura do G20 que países mais ricosc ontribuam mais para o aquecimento global.
Sobretudo, ele se referiu ao países que contribuíram “historicamene”, que devem arcar com os maiores custos para combater o problema.
Conforme informação da Agência Brasil, a reunião fez parte da sessão intitulada “Um planeta Terra” no evento que é realizado em Nova Déli, na Índia.
O presidente exemplificou que as mudanças climáticas, neste momento, afetam o estado do Rio Grande do Sul, com a passagem de um ciclone que deixa desabrigados e mortos.
Ele pontuou ainda que os efeitos da mudança do clima têm mais consequências para grupos vulnerabilizados.
“São os mais pobres, mulheres, indígenas, idosos, crianças, jovens e migrantes, os mais impactados.”
Dessa forma, para Lula, a falta de compromisso dos mais ricos gerou uma dívida “acumulada ao longo de dois séculos”.
“Desde a COP [Conferência das Partes] de Copenhague, [em 2009], os países ricos deveriam prover 100 bilhões de dólares por ano em financiamento climático novo e adicional aos países em desenvolvimento. Essa promessa nunca foi cumprida”.
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Emergência climática
Além disso, Lula alertou que a falta de compromisso mundial com o meio ambiente levou a uma “emergência climática sem precedentes”.
“Se não agirmos com sentido de urgência, esses impactos serão irreversíveis”, apontou. O discurso lido no evento reforçou que o aquecimento global modifica o regime de chuvas e eleva o nível dos mares.
“As secas, enchentes, tempestades e queimadas se tornam mais frequentes e minam a segurança alimentar e energética.”
Outra crítica feita pelo presidente é que os países mais ricos não podem ficar transferindo responsabilidades para as nações do hemisfério Sul.
“De nada adiantará o mundo rico chegar às COPs do futuro vangloriando-se das suas reduções nas emissões de carbono se as responsabilidades continuarem sendo transferidas para o Sul Global”.
Lula avalia que não faltam recursos tendo em vista o gasto com armas. “Ano passado, o mundo gastou 2,24 trilhões de dólares em armas.
Essa montanha de dinheiro poderia estar sendo canalizada para o desenvolvimento sustentável e a ação climática.”
Ele defendeu que o Brasil tem feito a lição de casa e que a proteção da floresta e o desenvolvimento sustentável da Amazônia estão entre as prioridades do atual governo.
“Nos primeiros 8 meses deste ano reduzimos o desmatamento em 48% em relação ao mesmo período do ano passado”, exemplificou.
Nesse sentido, ele citou a realização da Cúpula da Amazônia e o lançamento de uma nova agenda de colaboração entre os países que fazem parte daquele bioma.
Assim, o presidente brasileiro adiantou que, durante o período que o Brasil estiver na presidência do G20, lançará uma “Força Tarefa para Mobilização Global contra a Mudança do Clima”.
Queremos chegar na COP 30, em 2025, com uma agenda climática equilibrada entre mitigação, adaptação, perdas e danos e financiamento, assegurando a sustentabilidade do planeta e a dignidade das pessoas .
*Com informações da Agência Brasil.
Foto: Ricardo Stucekert/PR