Pesquisa Datafolha: Lula lidera, mas vantagem encolhe
Presidente mantém liderança nos cenários de 2026, porém vê sua vantagem histórica sobre o bolsonarismo diminuir drasticamente.
Publicado em: 08/03/2026 às 08:22 | Atualizado em: 08/03/2026 às 08:23
O primeiro levantamento do ano confirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém um “piso” sólido de intenções de voto, flutuando entre 38% e 39% em todos os cenários de primeiro turno. No entanto, o dado mais relevante não é a liderança em si, mas a trajetória de queda na margem de folga. Se em dezembro o petista ostentava 51% contra 36% de Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, agora a distância caiu para apenas três pontos (46% a 43%), configurando um empate técnico no limite da margem de erro.
O “Fator Flávio”
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emerge nesta pesquisa como o nome mais viável da oposição. Ao variar entre 32% e 34% no primeiro turno, ele demonstra ter herdado com eficiência o capital político do pai. Mais do que isso, ele é o único nome testado capaz de vencer o PT em um cenário sem Lula: contra Fernando Haddad, o senador venceria tanto no primeiro turno (33% a 21%) quanto no segundo (43% a 41%).
Terceira Via
Entre os governadores que buscam viabilidade nacional, Ratinho Júnior (PSD) apresenta o melhor desempenho.
Ele supera Ronaldo Caiado e Eduardo Leite em todas as simulações, chegando a 11% quando Tarcísio de Freitas (que foca na reeleição paulista) é incluído.
O dado mais impressionante é o empate real de 40% a 40% contra Fernando Haddad em um eventual segundo turno, o que coloca o PSD como peça-chave no tabuleiro de 2026.
Vulnerabilidade petista
A pesquisa revela um cenário de vulnerabilidade para o PT caso o presidente Lula não seja o candidato. A substituição por Fernando Haddad provoca uma explosão de votos brancos e nulos (que saltam para 20%) e deixa o campo da esquerda em segundo lugar.
Paralelamente, nomes como Renan Santos (3%) e Aldo Rebelo (2%) mantêm nichos específicos que, embora pequenos, podem ser decisivos em uma eleição que caminha para ser decidida “voto a voto”.
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O Datafolha de março indica que 2026 será uma eleição de continuidade contra mudança. O governo Lula enfrenta um desgaste que estreita sua margem de erro, enquanto a oposição, sob o sobrenome Bolsonaro, mostra uma resiliência maior do que a esperada por analistas governistas no final do ano passado.
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Fotos: Ricardo Stuckert e Agência Senado
