PL de Bolsonaro e Alfredo Nascimento ligam Amazonprev ao caso Master

Aplicação de R$ 50 milhões sem garantias expõe fundo e coloca gestão sob investigação no Amazonas

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 22/04/2026 às 14:09 | Atualizado em: 22/04/2026 às 14:41

A entrada do fundo previdenciário do Amazonas no escândalo envolvendo o banco Master tem como pano de fundo decisões políticas ligadas ao PL de Bolsonaro e comando estadual do ex-senador Alfredo Nascimento.

A operação, hoje investigada por órgãos de controle, levanta suspeitas sobre a condução da Amazonprev e aponta o grupo político do partido como peça central no episódio.

O caso envolve a aplicação de R$ 50 milhões em ativos do banco Master em junho de 2024, sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Para o Ministério Público de Contas e a Polícia Federal, a operação apresenta indícios de irregularidade e possível fraude, ao expor recursos de servidores públicos a um risco elevado em troca de rentabilidade considerada fora dos padrões de mercado.

Articulação política no comando do fundo

O eixo político da investigação passa pela nomeação de Francisco Evilázio Nascimento para a presidência da Amazonprev. Ele é irmão de Alfredo Nascimento, presidente estadual do PL e aliado histórico do bolsonarismo no Amazonas.

Sob essa gestão, representantes do fundo realizaram visitas ao banco em São Paulo e avançaram com as aplicações mesmo diante de alertas técnicos internos que indicavam risco elevado e inconsistências nas taxas oferecidas.

A decisão, segundo apuração do Tribunal de Contas do Amazonas, teria ignorado critérios básicos de segurança financeira.

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Dinheiro público exposto e investigação em curso

Os órgãos de controle classificam a operação como “viciada”, destacando que os recursos foram direcionados a produtos financeiros sem proteção e com baixa transparência.

O resultado foi a inclusão do fundo previdenciário do estado entre os credores do banco, ampliando o risco de prejuízo aos cofres públicos.

Em dezembro de 2024, novas operações semelhantes foram suspensas por decisão cautelar, numa tentativa de conter danos maiores.

A investigação segue em curso e deve aprofundar a responsabilização de gestores e agentes políticos envolvidos nas decisões.

Influência partidária sob suspeita

A presença de um dirigente diretamente ligado ao comando do PL no estado à frente do fundo previdenciário reforça a suspeita de interferência política na gestão de recursos sensíveis.

O caso amplia o alcance das investigações sobre o banco Master e coloca o Amazonas no centro de um escândalo que mistura mercado financeiro e poder político.

Confira a reportagem completa no site do Diário do Centro do Mundo.

Foto: reprodução/Amazonprev