PT cresce em 2025, enquanto MDB, PL e União Brasil perdem filiados

Levantamento mostra que o PT foi a única grande legenda a ampliar sua base no último ano; retração atinge partidos do centro e da direita

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 19/01/2026 às 08:51 | Atualizado em: 19/01/2026 às 08:51

O Partido dos Trabalhadores (PT) foi a legenda que mais cresceu em número de filiados no Brasil ao longo de 2025, em um cenário marcado pela retração generalizada das grandes siglas.

Enquanto o partido do presidente Lula da Silva ampliou sua base, legendas tradicionais como MDB, PL e União Brasil encerraram o ano com saldo negativo de filiações.

Dados consolidados a partir de levantamentos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgados pela imprensa, indicam que o PT chegou ao fim de 2025 com cerca de 1,67 milhão de filiados.

Dessa forma, os petistas registram crescimento contínuo desde 2018 e consolida-se como a única grande legenda a avançar em um ambiente de esvaziamento partidário.

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB), apesar de seguir como o maior partido do país em números absolutos, foi o que mais perdeu filiados no período recente.

Além disso, o partido que no Amazonas está há décadas nas mãos do senador Eduardo Braga, mantém uma trajetória de queda que se intensificou após 2018.

O Partido Liberal (PL), que cresceu durante o governo Bolsonaro, apresentou estagnação e recuou em 2025, sinalizando dificuldades de mobilização fora do poder central.

Já o União Brasil, resultado da fusão entre DEM e PSL, surgiu forte em 2022, mas também passou a registrar perda de filiados no ciclo seguinte.

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Leitura política dos dados

A visualização gráfica da evolução das filiações entre 2018 e 2025, atravessando os governos Temer, Bolsonaro e Lula, evidencia uma tendência clara de reorganização do sistema partidário brasileiro.

O crescimento do PT no atual governo contrasta com o desgaste progressivo das siglas de centro e direita, sugerindo que a ocupação do Palácio do Planalto segue sendo um fator decisivo para a mobilização orgânica de filiados.

No caso do MDB, a perda constante de quadros reforça o enfraquecimento de um modelo partidário historicamente baseado em capilaridade municipal e pragmatismo político.

Já o desempenho do PL indica que a filiação estimulada pela ascensão de Bolsonaro ao poder em 2018 tem dificuldade de se sustentar após ele tentar golpe do Estado e hoje estar na penitenciária.

O União Brasil, por sua vez, enfrenta o desafio de consolidar identidade própria após a fusão, em um ambiente de baixa fidelização partidária.

A tendência revelada pelos dados aponta para um sistema cada vez mais volátil, no qual a militância formal perde espaço, e apenas partidos com forte capacidade de mobilização política e simbólica conseguem ampliar suas bases em ciclos adversos.

Confira na publicação da Fórum o movimento de filiados em 2025.

Dados do TSE organizados a partir de levantamentos publicados pela imprensa nacional.

Foto: divulgação