Servidor da FCecon do Amazonas vai seguir preso, decide STJ

A suspeita é de fraude em licitações. TJ-AM negou dois habeas corpus.

Publicado em: 09/01/2026 às 08:40 | Atualizado em: 09/01/2026 às 08:45

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva de Gabriel Henrique da Silva de Souza, gerente da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon).

A decisão partiu do ministro Herman Benjamin e foi proferida na segunda-feira (5)

Gabriel responde a investigação da Operação Metástase, que apura fraudes em licitações e cobrança de propinas na rede pública de saúde.

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) conduz a apuração por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo as investigações, os valores cobrados como propina variavam entre 30% e 50% dos contratos.

A defesa apresentou dois pedidos de habeas corpus ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

O tribunal rejeitou os dois pedidos.

No STJ, o ministro destacou que não cabe análise antecipada antes do julgamento pelo colegiado do TJAM.

“A autoridade apontada como coatora fundamentou suficientemente a manutenção da prisão preventiva”, afirmou.

A Operação Metástase teve origem em informações colhidas na Operação Jogo Marcado, deflagrada em julho de 2024.

As apurações indicaram fraudes em licitações na UPA José Rodrigues, em Manaus.

Segundo os investigadores, uma mesma família controlava seis empresas usadas em contratos com valores previamente combinados.

Além de Gabriel, a operação resultou na prisão de Rafaela Faria Gomes da Silva, diretora da Maternidade Balbina Mestrinho.

A polícia prendeu Andréa Castro, ex-diretora da Maternidade Nazira Daou. As autoridades afastaram sete servidores públicos das funções.

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Foto: Valdo Leão/Secom