Professores ligados ao Sinteam  (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas) rejeitaram a contraproposta do governo de 4,73% de reajuste salarial e decidiram manter a greve que já dura um mês.

Em assembleia geral realizada na manhã desta terça-feira, dia 14, na frente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), eles também resolveram entregar uma nova proposta ao governo.

“Nós temos uma nova proposta para fazer ao governo, mas a mesa precisa ser reaberta. Ele [o governador Wilson Lima] diz que está preocupado com os alunos sem aula. Se estivesse preocupado mesmo, não encerraria as negociações e atendia às nossas reivindicações”, declarou a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues.

 

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O governo prometeu enviar ainda hoje à ALE-AM o projeto de lei em que oferece aos docentes reposição salarial de 4,73% (incluindo perdas residuais referentes às datas-bases de 2015 a 2018), progressões horizontais para 16 mil servidores, progressões verticais (12%, 50% e 55%) para 1,7 mil servidores, reajuste de R$ 30 no auxílio-alimentação, reajuste no auxílio-localidade (100% para professores do interior e 233% para zona rural) e ampliação do vale-transporte dos professores que cumprem 40 horas semanais.

Essa é a proposta rejeitada. Confira a contra-proposta dos professores ao governo.

1)      Reposição imediata de 4,73%

2)      Reposição escalonada de 10,6% referentes às perdas do período de março de 2018 a janeiro de 2019, provados e reconhecidos pelo governo do estado, mediante estudo e futura compatibilidade orçamentária para o ano de 2019;

3)       Concessão imediata das progressões horizontais (por tempo de serviço) a 16 mil servidores, com o compromisso de aperfeiçoar o sistema de concessão da progressão e reduzir o tempo de concessão de 4 para 3 anos, de forma automática, assim como aumentar o percentual financeiro de 2% para 5% de cada migração de referência;

4)      Concessão imediata das progressões verticais (por titulação) a 1,7 mil servidores nos seguintes percentuais: 12% para especialistas, 50% mestres e 55% doutores;

5)      Reajuste imediato do auxílio-localidade nos seguires valores:  R$ 100 para servidores da sede dos municípios e R$ 150 para os que atuam nas zonas rurais dos municípios. O governo também deve estabelecer medidas de recomposição periódica dos valores do auxílio-localidade por datas de performance, mediante compatibilidade financeira;

6)      Concessão imediata do vale-transporte para os servidores da educação com carga horária de 40 e 60 horas, por CPF, que exercem suas funções em Manaus;

7)      Acréscimo imediato de 30% no valor do auxílio-alimentação, com o compromisso de corrigir distorções existentes entre valor e turno de trabalho exercidos;

8)      Revisar o plano de saúde Hapvida com a extensão do atendimento e estrutura médico-hospitalar a todos os municípios do interior do Estado e extensão do plano para os servidores inativos da educação, em que a contrapartida financeira seja dada pela AmazonPrev;

9)      Recompor a comissão de estudo do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações da Educação, com a garantia de permanência de representantes da comissão e membros do comando de greve;

10)   Desistir da ação judicial que penaliza em multa ao sindicato e aplicação de faltas para os trabalhadores em greve

11)   Estabelecer um calendário especial único de reposição das aulas em que todos os servidores da educação realizem a reposição integral dos dias e tempos de aula suspensos durante a vigência da greve. O calendário proposto deve ser aprovado pelo Conselho Estadual de Educação.

 

Foto: Divulgação