Ex-ministro de Bolsonaro tem 87 páginas de ações pelo golpe no país

A acusação contra Torres no STF aponta que ele contribuiu ativamente para o golpe tentado por Bolsonaro.

Publicado em: 27/08/2025 às 09:50 | Atualizado em: 27/08/2025 às 09:50

Anderson Torres, ex-ministro de Bolsonaro e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, virou alvo central nas acusações sobre o golpe de 2022. A Procuradoria-Geral da República (PGR) dedicou 87 páginas das alegações finais ao ex-ministro, que teria atuado para sustentar juridicamente a ruptura.

A denúncia aponta omissões e ações. Como ministro, ele teria alimentado ataques às urnas eletrônicas e direcionado a Polícia Rodoviária Federal contra eleitores do Nordeste.

Já como secretário do governo Ibaneis Rocha (MDB), Torres deixou Brasília em 8 de janeiro de 2023, dia dos ataques às sedes dos Poderes.

A acusação destaca que ele falhou ao garantir a segurança, apesar de protocolos e orientações emitidos pela Secretaria.

Torres ficou preso três meses por ordem do ministro Alexandre de Moraes, mas teve a preventiva revogada em maio de 2023.

Na defesa, os advogados alegam que não houve omissão. Eles afirmam que todas as medidas cabíveis foram tomadas e que o ex-ministro forneceu acesso às suas contas em nuvem.

O episódio da viagem a Orlando, nos Estados Unidos, deve ser um dos pontos mais debatidos durante o julgamento no Supremo.

A defesa sustenta que ele não perdeu o celular ao retornar ao Brasil, negando qualquer tentativa de ocultar provas.

Em fase final, o processo também inclui acareação com o ex-comandante do Exército Freire Gomes, para confrontar versões sobre a atuação de Torres.

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Foto: reprodução/YouTube