Justiça deve tornar Deolane ré por integrar PCC com Marcola
Influenciadora é acusada de receber recursos da cúpula da facção
Publicado em: 10/06/2026 às 20:58 | Atualizado em: 10/06/2026 às 20:58
O Ministério Público de São Paulo denunciou nesta quarta-feira (10) a influenciadora e advogada Deolane Bezerra e Marco Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro investigado pela Operação Vérnix.
Segundo a denúncia, uma transportadora sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria funcionado entre 2018 e 2025 como braço financeiro da cúpula da facção criminosa. De acordo com os investigadores, Deolane teria recebido recursos provenientes desse esquema.
Parentes de Marcola também foram denunciados. A investigação aponta movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada da influenciadora, além de depósitos fracionados de mais de R$ 1 milhão entre 2018 e 2021, prática conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar o rastreamento de recursos.
A polícia afirma ainda que não encontrou registros de prestação de serviços que justificassem os valores recebidos e sustenta que a imagem pública e as empresas da influenciadora eram usadas para dar aparência de legalidade aos recursos.
Na terça-feira (9), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade, o pedido de liberdade de Deolane, presa preventivamente desde maio. Os ministros entenderam que o caso exige análise mais aprofundada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Em nota, a defesa afirmou que ainda não teve acesso à denúncia e reiterou que Deolane “não faz parte de organização criminosa e tampouco cometeu qualquer crime”, dizendo que a inocência será demonstrada ao longo do processo.
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Foto: reprodução: GloboNews
