Em ação coordenada, navios petroleiros rompem cerco dos EUA e fogem

Petroleiros desafiam bloqueio dos EUA e fogem da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro.

Publicado em: 05/01/2026 às 19:44 | Atualizado em: 05/01/2026 às 19:44

As águas do Caribe tornaram-se o palco de uma tensa e coordenada operação de fuga após a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas. Nesta segunda-feira (5/1), o jornal The New York Times e o site TankerTrackers revelaram que ao menos 16 navios petroleiros iniciaram um movimento simultâneo para romper o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. A estratégia, descrita como a única forma eficaz de sobrecarregar a vigilância da Marinha americana, envolve táticas de guerra eletrônica e camuflagem.

A descrição do cenário é de “modo escuro”: as embarcações desligaram seus transmissores de geolocalização e adotaram bandeiras falsas para ocultar suas rotas.

Imagens de satélite detectaram quatro navios específicos — Veronica III, Vesna, Bertha e Aquila II — a cerca de 50 km da costa venezuelana, navegando sob nomes fictícios e emitindo coordenadas incorretas. Enquanto o TankerTrackers afirma que as embarcações transportam petróleo cru, o jornal norte-americano reporta que algumas partiram vazias para ganhar velocidade e escapar do cerco.

Esta ofensiva marítima ocorre em meio ao vácuo de poder em Caracas. Os navios deixaram a Venezuela sem a autorização da presidente interina, Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo para garantir a “defesa integral da nação” com o apoio das Forças Armadas.

Em Washington, o tom é de vigilância. O secretário de Estado, Marco Rubio, reafirmou a manutenção da “quarentena do petróleo”, utilizando o bloqueio como instrumento de pressão contra o narcotráfico e para forçar mudanças políticas.

Enquanto os petroleiros buscam o alto-mar, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, enfrentam uma realidade distinta em Nova York.

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Após serem fichados pela DEA no sábado, ambos passam por uma audiência nesta segunda-feira. O desfecho dessa crise, que Donald Trump afirma estar sob “comando” americano, será debatido ainda hoje pelo Conselho de Segurança da ONU, que analisará a legalidade da captura do líder venezuelano.

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Foto: reprodução/redes sociais