Por que ministro do STF liberou aeronave de bolsonarista antes de operação
Advogado voltou a utilizar aeronave de R$ 41,5 milhões apreendida em investigação sobre fraudes no INSS e agora é alvo de nova apuração por suposto esquema de ICMS
Publicado em: 15/07/2026 às 19:38 | Atualizado em: 15/07/2026 às 19:38
O advogado Nelson Wilians, alvo da Operação Distrato, deflagrada nesta quarta-feira (15), havia recuperado há duas semanas o direito de utilizar um helicóptero avaliado em R$ 41,5 milhões, apreendido durante as investigações sobre fraudes no INSS.
A liberação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que manteve apenas a restrição para venda ou transferência da aeronave.
A nova operação, conduzida pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA/SP), investiga um suposto esquema de comercialização de créditos tributários falsos de ICMS que teria causado prejuízo superior a R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos.
Segundo os investigadores, empresas ligadas a Wilians ofereciam créditos tributários irregulares a clientes, que deixavam de recolher impostos em troca de honorários de êxito. A operação também teve como alvo a advogada Mayra Fahur de Paula, apontada como uma das líderes do esquema.
Esta é a segunda investigação envolvendo o advogado. Em 2025, ele foi alvo da Operação Cambota, desdobramento da apuração sobre descontos irregulares em benefícios do INSS. Na ocasião, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca em sua residência e escritório.
A defesa de Nelson Wilians nega qualquer irregularidade, afirma que todas as operações decorreram da atividade profissional do escritório e diz que o advogado colabora com as investigações.
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Foto: Carlos Moura/SCO/STF
