Sem nada a ensinar, escola cívico-militar expõe armas da PM a estudantes
Exposição de fuzis a menores no Paraná vira alvo do sindicato e aciona órgãos de controle.
Publicado em: 09/12/2025 às 20:38 | Atualizado em: 09/12/2025 às 20:40
Fuzis sobre a mesa, alunos em volta e nenhum conteúdo pedagógico. Assim foi a atividade organizada pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) em um colégio cívico-militar de Colombo.
A ação ocorreu no Colégio Estadual Cívico-Militar Alfredo Chaves, durante visita institucional. Vídeos nas redes exibem pelo menos cinco fuzis, uma pistola e outros armamentos.
As armas pertencem ao Batalhão de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Bope), tropa de elite da Polícia Militar do Paraná.
Diante da repercussão, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) acionou o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Controladoria-Geral do Estado.
Em nota, a presidente da entidade, Walkiria Mazeto, criticou o estímulo à cultura da violência nas escolas.
“A escola tem como papel central a humanização, a construção do respeito à diversidade e a todas as pessoas”, afirmou.
Enquanto isso, a Secretaria de Segurança Pública alegou que a exposição mostrou “aspectos do trabalho diário das forças de segurança”.
Segundo a pasta, os alunos não manusearam os armamentos e a atividade ocorreu sob supervisão direta dos agentes.
Além disso, outro episódio agravou o debate no fim de novembro, quando alunos de uma escola cívico-militar de Curitiba marcharam ao som de músicas que exaltam execuções.
Apesar das críticas, o governo Ratinho Jr. (Partido Social Democrático – PSD) expandiu o modelo. Em 2026, o Paraná terá 345 colégios cívico-militares.
Veja o VÍDEO na Carta Capital.
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Foto: reprodução/Facebook
