Brasil reduz número de crianças e adolescentes no trabalho infantil em oito anos
Levantamento do IBGE aponta que, apesar de leve alta em 2024, tendência de queda se mantém desde 2016
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 19/09/2025 às 15:49 | Atualizado em: 19/09/2025 às 15:49
O Brasil registrou uma redução de 21,4% no número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil no intervalo de oito anos. Em 2016, havia 2,1 milhões de pessoas de 5 a 17 anos nessa condição; em 2024, o contingente caiu para 1,65 milhão.
Em termos proporcionais, também houve queda. Em 2016, 5,2% dos 40,6 milhões de brasileiros de 5 a 17 anos estavam no trabalho infantil. Como informa a Agência Brasil.
Em 2024, esse percentual chegou a 4,3% dos 37,9 milhões nessa faixa etária, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento integra uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2016.
De acordo com os dados, ao comparar apenas os dois últimos anos, houve aumento de 2,1% no número de pessoas no trabalho infantil – de 1,616 milhão para 1,65 milhão – o que elevou o percentual em 0,1 ponto percentual.
Para o analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes, essa oscilação é moderada. “Foi uma variação de 2,1%. Não foi uma variação muito acentuada”, explicou.
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Tendência de queda
Ainda segundo a publicação, fontes ressalta que os números continuam em “nível bastante baixo” e lembra que o menor resultado da série foi registrado em 2023, com queda de 14,7% em relação a 2022.
“A gente observa que permanece certa tendência de queda, apesar dessa oscilação positiva de 0,1 ponto percentual. Eu acho que está cedo para afirmar se isso é uma reversão de tendência”, completou.
Segundo o analista, o aumento em 2024 se concentrou principalmente entre adolescentes de 16 e 17 anos e no público masculino. Para as crianças mais novas, os índices permaneceram próximos da estabilidade.
Desde 2016, o percentual de trabalho infantil vinha caindo até 2019. Em 2020 e 2021, a pesquisa não foi realizada devido à pandemia de covid-19. Em 2022, os dados mostraram crescimento, mas a tendência de queda voltou a se consolidar no ano seguinte.
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Foto: TRT
