Brasileiro deixa família em Roraima e acaba recrutado pelo Exército da Rússia
Marcelo Alexandre da Silva Pereira, de 29 anos, teria viajado acreditando que trabalharia como motorista
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 02/01/2026 às 11:22 | Atualizado em: 02/01/2026 às 11:29
O brasileiro Marcelo Alexandre da Silva Pereira, de 29 anos, recrutado pelo Exército da Rússia após a promessa de um emprego como motorista, deixou em Boa Vista, capital de Roraima, a esposa grávida e três filhos pequenos.
A família afirma que ele saiu do país sem saber que seria incorporado às forças armadas russas e que acabou obrigado a servir após assinar um contrato cujo conteúdo não compreendia. Como informa o g1.
Natural de Boa Vista, Marcelo morava com a esposa, Gisele Pereira Serrão, de 24 anos, e os filhos — dois meninos de 4 e 7 anos e uma menina de 2, de outro relacionamento. Grávida, Gisele conta que o marido decidiu viajar após receber a proposta de trabalho no exterior, acreditando que seria uma oportunidade para melhorar a situação financeira da família. O Itamaraty informou que acompanha o caso.
Antes da viagem, Marcelo trabalhava de forma informal como motorista e também atuava como frentista contratado em um posto de combustíveis na capital roraimense. Segundo a esposa, ele pediu demissão do emprego ao aceitar a proposta para ir à Rússia.
De acordo com a família, Marcelo fala apenas português e não entende nenhum outro idioma, o que teria levado à assinatura de um contrato sem plena compreensão dos termos.
“A gente tinha planos de ter nossa casa e nosso carro”, relatou Gisele. Ela contou ainda que o casal pretendia formalizar o casamento. “Foi tudo muito rápido com essa viagem, mas a gente tentava se manter aqui em Boa Vista do jeito que dava.”
A mãe de Marcelo, Alessandra da Silva, de 47 anos, afirmou que o filho enfrentava dificuldades financeiras antes de deixar o país. Segundo ela, ele acumulava dívidas e sofria cobranças relacionadas ao pagamento de pensão quando recebeu a oferta de emprego.
“Ele estava muito perturbado aqui”, disse, ao relatar o contexto em que o brasileiro decidiu aceitar a proposta que o levou ao exterior.
O caso levanta questionamentos sobre aliciamento de estrangeiros com promessas de trabalho e as condições em que contratos são firmados, especialmente quando há barreiras linguísticas e vulnerabilidade econômica.
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Foto: reprodução/arquivo
