China supera EUA em geração de empregos no Brasil, aponta estudo

Parceria com Pequim lidera vagas e estabiliza macroeconomia em contexto de tensão com Washington

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 14/09/2025 às 19:23 | Atualizado em: 14/09/2025 às 19:23

A China se consolidou como a maior geradora de empregos formais na economia brasileira, superando os Estados Unidos e a União Europeia. Um estudo do conselho empresarial Brasil-China (CEBC), revelou que, entre 2008 e 2022, o comércio sino-brasileiro liderou na criação de vagas formais.

As exportações brasileiras para a China foram responsáveis por um aumento de 62% nos postos de trabalho no período. O crescimento foi superior ao registrado com os EUA (32,3%), Mercosul (25,1%) e União Europeia (22,8%).

Nas importações, o avanço também foi expressivo: 55,4%, acima dos demais parceiros.

Em 2022, pela primeira vez desde o início da série histórica em 2008, a China assumiu a liderança absoluta nos empregos ligados às importações. Foram mais de 5,567 milhões de postos, 145 mil a mais que a União Europeia. Já nas exportações, cerca de 2 milhões de brasileiros trabalham em atividades voltadas ao mercado chinês.

Segundo Camila Amigo, analista do CEBC, o perfil da pauta explica essa diferença.

“Esses setores, embora altamente competitivos e estratégicos, geram proporcionalmente menos postos de trabalho devido ao seu alto nível de mecanização em comparação a segmentos industriais mais diversificados”, afirmou.

Além de principal parceiro comercial, a China também é vista como fundamental para a estabilidade macroeconômica. Nos últimos dez anos, o Brasil acumulou superávit de US$ 276 bilhões no comércio bilateral, valor que corresponde a 51% de todo o saldo positivo do país com o mundo.

Em contraste com o “tarifaço” dos EUA, a relação com Pequim é classificada como estratégica e sólida.

“A China depende do Brasil como fornecedor estável de alimentos, energia e minerais, enquanto o Brasil garante acesso ao maior mercado consumidor do mundo e importa produtos importantes para a produção nacional”, avaliou Camila Amigo.

Saiba mais em Agência Brasil.

Foto: Reprodução