CNI pesquisa sobre trabalho e brasileiro diz que prefere ter carteira assinada

Levantamento mostra que modelo CLT ainda lidera preferência, mesmo com avanço de novas formas de trabalho.

Publicado em: 10/04/2026 às 09:27 | Atualizado em: 10/04/2026 às 09:40

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o emprego com carteira assinada segue como a principal escolha dos brasileiros na busca por trabalho.

Segundo o levantamento, 36,3% dos entrevistados preferem o modelo regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O resultado indica que, apesar do crescimento de novas formas de ocupação, a formalização ainda é vista como mais vantajosa.

Direitos pesam na escolha

De acordo com a especialista da CNI, Claudia Perdigão, o acesso a direitos trabalhistas e à proteção social continua sendo decisivo. Além disso, a pesquisa mostra que estabilidade e segurança seguem como fatores centrais para os trabalhadores. Por outro lado, outras modalidades aparecem bem atrás na preferência.

O trabalho autônomo foi citado por 18,7%, enquanto o emprego informal teve 12,3%. o trabalho por plataformas digitais aparece com 10,3%.

Jovens puxam preferência pela CLT

Entre os mais jovens, a preferência pelo emprego formal é ainda mais forte.

Entre trabalhadores de 25 a 34 anos, 41,4% optam pela carteira assinada.

Na faixa de 16 a 24 anos, o índice é de 38,1%.

A busca por segurança no início da carreira ajuda a explicar o resultado.

Renda extra e estabilidade

O levantamento indica que o trabalho por aplicativos é visto, principalmente, como complemento de renda.

Apenas 30% consideram essa atividade como principal fonte de sustento.

Alta satisfação no mercado

A pesquisa ainda revela alto nível de satisfação entre os trabalhadores. Cerca de 95% afirmam estar satisfeitos com o emprego atual. Dentre eles, 70% se dizem muito satisfeitos.

Esse cenário consequentemente ajuda a explicar a baixa procura por novas vagas. Apenas 20% buscaram outro emprego recentemente. Por fim, o índice é maior entre jovens e trabalhadores com menos tempo na função.

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Foto: Tânia Rego/Agência Brasil