Fake news de Cabo Daciolo sobre candidatura pelo AM cai por terra

Candidato nunca teve domicílio eleitoral no Amazonas segundo registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Publicado em: 04/04/2026 às 20:52 | Atualizado em: 04/04/2026 às 20:53

O ex-deputado federal Cabo Daciolo declarou, neste sábado (4/3), sua entrada na corrida pelo Palácio do Planalto em 2026. O anúncio encerra especulações e informações falsas que circularam recentemente sobre uma suposta candidatura de Daciolo ao Senado pelo estado do Amazonas.

Apesar de boatos sugerirem que ele tentaria uma vaga no Congresso pelo Norte, documentos oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentem qualquer vínculo domiciliar do político com o Amazonas. Conforme a Certidão de Filiação Partidária emitida pelo órgão, Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos mantém sua trajetória eleitoral vinculada ao estado de Rondônia (RO), com domicílio no município de Ariquemes. No último dia 5 de abril de 2024, ele regularizou sua filiação ao partido Republicanos naquela localidade, não havendo qualquer registro de transferência para o território amazonense que permitisse uma candidatura pelo estado.

Foco no Planalto

Ao confirmar a disputa presidencial, Daciolo utilizou seu característico tom messiânico para se dirigir aos apoiadores. “Eu não tenho ouro, não tenho prata, mas o que nós temos, o homem mais rico do mundo não pode comprar. Não estou à venda para o sistema”, afirmou o agora pré-candidato, reforçando que sua missão é “anunciar o reino”.

O histórico de 2018

Esta não é a primeira vez que Daciolo tenta chegar à Presidência. Em 2018, pelo Patriota, ele surpreendeu o cenário político ao terminar em 6º lugar, superando nomes tradicionais como Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos).

Naquela ocasião, o candidato obteve 1.348.229 votos com uma campanha atípica. Sem grandes estruturas, declarou gastos de apenas R$ 808 à Justiça Eleitoral e limitou suas aparições públicas, baseando sua estratégia em transmissões ao vivo pelas redes sociais e um único ato presencial em São Paulo.

Leia mais no g1

Foto: Divulgação