E agora? Como fica o projeto de anistia?
Oposição pressiona, mas governo resiste
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 12/09/2025 às 17:49 | Atualizado em: 12/09/2025 às 17:55
A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus por tentativa de golpe de Estado pelo STF, por consequência, acirrou o debate sobre o projeto de anistia no Congresso.
Bolsonaro recebeu pena de 27 anos e 3 meses de prisão. Diante disso, a oposição passou a pressionar por um perdão amplo, que inclua Bolsonaro e todos os condenados pelos ataques de 8 de janeiro.
O texto em discussão prevê anistia para crimes cometidos desde o início do governo Bolsonaro. Ele também abrange ofensas a instituições, apoio logístico e financeiro a protestos e ataques à soberania.
Nos últimos dias, parlamentares do Centrão por sua vez, sinalizaram apoio à medida, fortalecendo a articulação da oposição.
O governo federal e aliados de Lula, em contrapartida, permanecem firmes contra qualquer anistia. O presidente afirmou que “o governo vai trabalhar contra a anistia” e pediu mobilização de apoiadores. O ministro Alexandre de Moraes ressaltou ainda que “crimes contra a Democracia não podem ser anistiados”.
A cúpula do Congresso demonstra cautela. Hugo Motta, presidente da Câmara, ainda não pautou o projeto. Segundo ele, ouve “todos os interessados” antes de decidir. No Senado, Davi Alcolumbre defende versão restrita, que exclua os principais envolvidos, incluindo Bolsonaro. Além disso, ele busca recalibrar prazos de punição sem conceder perdão total.
Aliados de Bolsonaro tentam acelerar a tramitação com um requerimento de urgência para levar o projeto direto ao plenário, evitando comissões e alterações.
A votação depende agora da presidência da Câmara e das negociações políticas que se seguirão.
Saiba mais em G1.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
