Eleitor ‘independente’ larga Flávio Bolsonaro e diferença para Lula é de 13%

Segmento que representa um terço do eleitorado promove virada no segundo turno e amplia liderança do petista na pesquisa Quaest

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 10/06/2026 às 11:11 | Atualizado em: 10/06/2026 às 11:11

Uma das mudanças mais significativas registradas pela pesquisa Quaest de junho para a disputa presidencial ocorreu entre os chamados eleitores independentes, grupo que não se identifica como lulista, bolsonarista, de esquerda ou de direita e que representa cerca de um terço do eleitorado brasileiro.

Nesse segmento, conforme a informação divulgada peo g1, o presidente Lula da Silva (PT) ultrapassou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e abriu uma vantagem de 13 pontos percentuais.

De acordo com o levantamento, Lula passou de 29% das intenções de voto entre os independentes em maio para 37% em junho, crescimento de oito pontos percentuais. Já Flávio Bolsonaro seguiu na direção oposta, caindo de 31% para 24%, uma perda de sete pontos.

Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a movimentação revela uma mudança importante no comportamento do eleitorado considerado decisivo para a eleição de outubro.

“A mudança mais expressiva aconteceu nos independentes, que trocaram Flávio por Lula. Mas também chama atenção a oscilação negativa que Flávio obtém entre a direita não-bolsonarista”, afirmou.

A pesquisa aponta ainda que, entre os independentes, o percentual dos que afirmam não votar em nenhum dos candidatos caiu de 35% para 30%, enquanto os indecisos passaram de 5% para 9%. Nesse recorte, a margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

No cenário geral de segundo turno, Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Na pesquisa anterior, divulgada em maio, o presidente tinha 42%, enquanto o senador registrava 41%, em uma situação de empate técnico.

Os números indicam que a principal responsável pela ampliação da vantagem de Lula foi justamente a mudança de comportamento do eleitor independente, considerado por analistas e institutos de pesquisa como um dos grupos mais decisivos na definição do resultado eleitoral.

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Foto: Pedro França/Agência Senado