“Acredito que o futuro ministro Paulo Guedes (foto) desconhece completamente tudo o que fazem o Sesi e o Senai”, rebateu o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade a ‘Gazeta de Alagoas‘.

Lyra reagiu à declaração contundente do futuro ministro da Fazenda do governo Jair Bolsonaro que prometeu “meter uma faca no Sistema S”.

Lyra lembrou que os recursos são usados na qualificação de mão de obra e também em benefício das famílias dos trabalhadores.

“Vamos subsidiar o ministro com os números da Indústria. Vamos mostrar o que faz do Senai o maior complexo de educação profissional da América Latina, e garante que o Sesi ofereça educação básica de excelência, promovendo saúde e segurança nas empresas”, completa o presidente da Fiea.

Paulo Guedes disse, nesta segunda-feira (17), conforme publicou a Agência Brasil, que pretende horizontalizar os impostos, acabando com isenções e subsídios, cortando inclusive verbas do Sistema S, que deve sofrer redução em torno de 30%, podendo chegar a 50% dos repasses.

“É a contribuição, como vamos pedir o sacrifício do outro sem dar o nosso?”, questionou Paulo Guedes para uma plateia de empresários na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no evento Encerramento das Atividades 2018 e Perspectivas 2019.

Também participaram do almoço o prefeito do Rio Marcelo Crivella e o governador eleito do estado, Wilson Witzel.

Quem reagiu também à fala de Guedes foi a Firjan.

De acordo com nota da entidade empresarial, a palestra do futuro ministro foi uma “oportunidade de compreender os desafios do país e da equipe econômica ao longo dos próximos quatro anos” e os comentários de Guedes precisam ser encarados como “parte deste desafio, em especial de uma discussão mais ampla sobre o papel das entidades de representação empresarial num cenário de necessidade de redução de custos e resgate da competitividade do país”.

O futuro ministro disse que também é necessário fazer uma reforma do Estado e garantir um novo eixo de governabilidade, com a retomada do pacto federativo, e “corrigir a hipertrofia do governo federal”.

“Nós queremos recompor o federalismo, descentralizar recursos para os estados e municípios. Levem os recursos, levem as atribuições”.

 

Foto: Fernando Frazão/ABr – 6/nov/2018