EUA pressiona China com novas tarifas e controles tecnológicos

Trump eleva tarifas sobre produtos chineses e intensifica pressão econômica com novos controles de exportação.

Publicado em: 10/10/2025 às 19:25 | Atualizado em: 10/10/2025 às 19:25

Em mais um capítulo da escalada comercial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (10/10) que vai impor tarifas adicionais de 100% sobre produtos chineses a partir de 1º de novembro. Atualmente a taxação é de 30%. A medida vem acompanhada de novos controles de exportação para softwares críticos, sinalizando um endurecimento na disputa econômica com Pequim.

Retaliação e impacto no mercado

Segundo Trump, as medidas respondem à decisão da China de restringir a exportação de terras raras, minerais essenciais para indústrias estratégicas como automotiva, defesa e tecnologia. “É uma posição extraordinariamente agressiva”, declarou, acrescentando que os EUA podem antecipar a sobretaxa caso Pequim não mude de postura.

O anúncio mexeu com os mercados globais: o índice S&P 500 caiu 2,71%, o Dow Jones recuou 1,90% e o Nasdaq, mais sensível ao setor de tecnologia, perdeu 3,56%. No Brasil, o dólar disparou 2,39% e fechou a R$ 5,50, maior valor desde agosto.

Risco de nova guerra comercial

As tarifas ampliam o risco de uma nova guerra comercial em larga escala, semelhante à de início do ano, quando Washington e Pequim chegaram a trocar sobretaxas. Apesar de uma trégua temporária firmada em negociações internacionais, a ofensiva chinesa sobre terras raras e a reação de Trump fragilizaram o acordo.

Atualmente, a tarifa média efetiva dos EUA sobre importações da China é de 58%, enquanto a chinesa é de 37%, segundo o Instituto Peterson de Economia Internacional.

Escalada geopolítica

Trump afirmou ainda que não vê motivos para se reunir com Xi Jinping nas próximas semanas, frustrando a expectativa de um encontro bilateral. “Isso foi uma grande surpresa para todos os líderes do mundo livre”, disse, em referência à nova política chinesa.

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Para analistas, a disputa vai além da balança comercial: trata-se de uma batalha pela liderança tecnológica e pelo controle das cadeias globais de suprimento. A restrição chinesa às exportações de terras raras, usadas na produção de semicondutores e outros itens estratégicos, reforça a dimensão geopolítica do embate.

Foto: divulgação