Governo antecipa Plano Nacional de Segurança após massacre de presos no AM

Publicado em: 05/01/2017 às 16:45 | Atualizado em: 05/01/2017 às 17:11

A crise penitenciária no Amazonas obrigou o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, a detalhar nesta quinta-feira, dia 5, as principais ações que deverão integrar o Plano Nacional de Segurança Pública elaborado pela equipe do governo. Inicialmente, o anúncio estava previsto para ocorrer apenas no final deste mês, mas após os desdobramentos do massacre em Manaus no último domingo, 1°, a cúpula do governo decidiu antecipar a divulgação das propostas.

Antes do anúncio, o presidente Michel Temer falou pela primeira vez sobre o tema quatro dias após o massacre, classificando-o como um “acidente pavoroso”.  O Amazonas vive uma crise penitenciária após uma rebelião causou a morte de 60 presos.  Veja a reportagem do Estadão.

Na tarde do dia 1º de janeiro deste ano, presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) iniciaram um motim no complexo, após dezenas de presos terem fugido de outra unidade prisional situada nas imediações do Compaj,  o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Conforme informações divulgadas pelo Governo do Amazonas, naquele momento, a rebelião foi motivada por briga entre as facções criminosas Família do Norte (FDN), suposta líder do motim, e Primeiro Comando da Capital (PCC).

Quatro presos da unidade prisional do Puraquequara (UPP) também foram mortos em um princípio de rebelião. Até as 10h da manhã de hoje, apenas 65 dos 184 fugitivos foram recuperados. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), 18 corpos dos presos mortos foram liberados até agora pelo Instituo Médico Legal (IML) para as famílias dos presos. Destes, 14 do Compaj e quatro da UPP, que foram entregues ontem para as famílias.  Ainda de acordo com a SSP, 46 dos 56 corpos dos presos mortos do Conpaj foram identificados, porém ainda aguardam liberação.

 

Foto: Agência Estado 

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